Mostrando postagens com marcador na sementeira de sonhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador na sementeira de sonhos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Na sementeira dos sonhos (2)

Promessa é dívida: algumas trovas extraídas do Livro “Na Sementeira de Sonhos”. Dois detalhes: são trovas de poetas “encantados”, cuja obra remanesce e continua a falar por eles... Além disso, a última trova, que traz um “achado” no verso final, nos padrões atuais, foge ao esquema de rima cruzada, porque só rimam o 2º e o 4º versos e seria automaticamente desclassificada em um concurso do gênero.


Depois dos cinqüenta, pai,
a verdade nos corrói.
Não se fala: Como vai?
A pergunta é: Onde dói?

(Luiz Gonzaga Sanches)


Vou no meu rumo ou caminho
colhendo, em coisas de amor:
- De metro em metro, um espinho!
- De légua em légua, uma flor!...

(Luiz Pizzotti Frazão)



Só quem calcula as saudades
que eu sinto do que perdi
é que concorda comigo:
- Eu já não vivo... eu vivi...

(Júlio Zamith)

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Trovadores Friburguenses I


"Na Sementeira de Sonhos" é um livro de trovas obrigatório! Coordenado por Rodolpho Abbud (um dos MESTRES da trova literária brasileira), reúne trovas de 51 grandes trovadores friburguenses (19 deles "encantados"), sendo magistralmente prefaciado por João Freire Filho, magnífico trovador do Rio de Janeiro (sua benção, João!). Vou extrair desse livro, pelo menos uma das trovas de cada um deles, que representam, hoje, a cidade que foi o berço do movimento trovadoresco brasileiro contemporâneo.
Minha mágoa e desencanto,
foi ver, no adeus, indeciso,
eu, disfarçando meu pranto...
tu, disfarçando um sorriso!...
(Rodolpho Abbud)
Ante o olhar austero e frio
daqueles que te criticam,
sê feito as pedras do rio:
vão-se as águas... elas ficam!
(Nádia Huguenin)
O trem cortava a cidade
nos meus tempos de criança...
Hoje, corta de saudade
minha mais doce lembrança.
(Heloísa Sauerbronn Brandão)