quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Drummond, cadê minha chave? Preciso abrir um poema...
sábado, 8 de novembro de 2008
TINHA O QUÊ??? ou TINHA UMA DROGA DE UMA PEDRA NO CAMINHO

Outro exercício, agora com Drummond, na Escola Livre de Literatura, também em 2005...
Tinha o quê???
No meio do caminho, tinha alguma coisa.
Pois, é! Eu estou aqui, no caminho, pronto e decidido a enfrentar essa COISA!
Outro dia, alguém escreveu no jornal (um crítico, talvez), que o Poeta não disse, no poema, aquilo que ele deveras disse (citando o Pessoa). Mas, por ser uma antena de seu tempo, disse o que disse, porque era a voz da consciência de todos nós.
EU NÃO NOMEEI POETA NENHUM MEU PROCURADOR!!!
Aliás, é por isso que estou aqui, neste caminho... Nenhum Poeta, por melhor que seja, vai me representar... Andar meus passos por mim. Ficam, aí, endeusando um, consagrando outro... Idolatria! Idolatria barata!
De minha parte, até agora, não vi COISA NENHUMA! Êta caminho besta, sô! Não tem nada!
Estou andando faz tempo... Já está escurecendo... e nada!
Que breu! Estranho, este céu sem estrelas,... sem esperança,... sem nada.
O caminho parece o céu: escuro, sem Lua,... sem uma estrelinha...
Será o mesmo caminho do Poeta? Chão batido,... sem beirada? Só o caminho... e este céu escuro, sem estrelas? Céu sem estrelas... e sem nuvens! Nenhuma nuvem! Nada!
Eu!
Só eu, no caminho!
Olhando para o céu vazio!
Andando... Andando...
AAAIIII!!!! Ai meu dedo!!!!
Tinha uma droga de uma PEDRA no caminho!!!
(Leia, agora no sentido inverso!)
Sérgio Ferreira da Silva
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
.....Drummond.....

E agora, Drummond,
a pena cessou,
o verso calou,
a guerra acabou...
e recomeçou,
de novo acabou
e recomeçou,
uma outra chegou,
e o mundo aceitou!
Você foi embora,
Drummond, volte agora,
que a paz não demora
e, aos poucos, lá fora,
ressurge uma aurora,
na ponta da espora,
que avisa, sonora:
Drummond!!! É agora!!!
Sérgio Ferreira da Silva
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
UMA BARAFUNDA NA BARRAFUNDA*
Um “portuga” amigo meu,
chamado José Maria,
contou-me o que aconteceu
com ele, num certo dia:
Encontrou o amigo antigo,
em qual ano, não me lembro...
mas, a data, eu já lhe digo:
vinte e quatro de dezembro !
Daí, p’ro convite, um passo:
“-Vou dar uma festa em casa...
(e o José caiu no laço !)
...no Natal a gente arrasa !”
Sem desconfiar da prosa,
foi preso na trama imunda...
seguiram, num fusca rosa,
p’ros baixos da Barrafunda.
Chegando, então, no destino,
olha o que o amigo lhe fez:
sapecou, num desatino,
um beijo no português !
José Maria, de susto,
jogou-se todo p’rá trás
e caiu sentado, justo,
no colo de outro rapaz !
Um corre-corre sem nexo,
gritaria e confusão:
José correndo do sexo,
que vinha na contramão...
Mas, um vizinho escaldado,
por maldade, ou por malícia
(que é primo de um delegado),
ligou, logo, p’rá polícia...
Levado à delegacia,
pelado, em pleno Natal,
quase teve, o Zé Maria,
um piripaque fatal !
O Delegado, entretanto,
percebeu, no tom do fado,
que o Zé Maria era um Santo
e o amigo, um transviado.
Resolveu por panos quentes
dando, assim, o veredicto:
fica tudo no entrementes,
o dito, pelo não dito !
Mas o “portuga", hoje em dia,
anda só de Marcha-ré:
“-Não sou mais José Maria,
sou a... Maria José! "
Sérgio Ferreira da Silva
*Premiado no I Concurso Carlos Drummond de Andrade de Gêneros Literários – Categoria Poema
