segunda-feira, 2 de março de 2020
Uma trova por vez... (1)
quarta-feira, 10 de junho de 2015
POEMA PARA COLORIR
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Foto na frente do mapa... e as Gotas de Pinho Alabarda!
Desta época, então, além da saudade saudável, tenho duas fotos, uma delas na frente do mapa, como o título dessa postagem sugere

e um pequeno tesouro, cuja imagem fechará essa nossa conversa.
Outra coisa: da infância, trago ainda grandes amigos e irmãos, alguns do Pedutti, como os Stoianov (Armando e Valdir), o José Antonio Capelli, o José Luiz Beltrame (padrinho da minha filha), o José Lacerda Sobrinho e o Gilmar da Silva Ruiz. Alguns deles não vejo há tempos. Continuam amigos, claro, que a amizade não é algo que acabe! Outros amigos fui fazendo ao longo da adolescência, nas faculdades e pela vida afora... Temos, em comum, além da Carteira de Identidade com numeração baixa, as fotos dos áureos tempos idos... Por isso, combinei com alguns deles (Angelo Eduardo Battistini Marques e Gilmar Santana) que tiraríamos a mesma "foto com mapa atrás" quando nos encontrássemos, ao longo da vida. Até ficarmos velhinhos... Como se pode ver na imagem abaixo (de 2008)!

Por fim, o tesouro que guardo daqueles tempos é um adesivo, com uma trova da poeta Colombina. Estes adesivos vinham de brinde nos pacotes das "Gotas de Pinho Alabarda" e, por iniciativa do Pedro Ornellas, vim a saber que eram divulgados pela trovadora Maria Thereza Cavalheiro, que presidiu a União Brasileira de Trovadores, Seção São Paulo, nos anos 60 e início dos 70. Eu comprava os pacotinhos na saída da escola, porque o "Seu Justo", que era o inspetor de alunos, não permitia o consumo dentro da escola (mas a merenda era ótima!).
Ou seja, as trovas estavam em minha memória afetiva e em uma caixa de guardados que minha mãe ajudou a preservar. Hoje eu faço trovas e as disponho em "adesivos virtuais", estas postagens que espalho em meu blog! Os tempos mudam, os adesivos mudam!
Um grande e afetuoso abraço a todos os meus amigos/irmãos, mesmo àqueles que não estudaram no Pedutti, nos anos 70!
Sua benção, Colombina!
sábado, 17 de setembro de 2011
Action Poetry
Um poema acabado
revisado
rimado
metrificado
consagrado
dissecado
explicado
e publicado
para ser completamente entendido
(ou para fingirmos que sabemos o quanto ele é sublime)
geralmente é comparado às pinturas de
Velázquez
Da Vinci
Caravaggio
Van Gogh
Renoir
Manet
não tão frequentemente às de
Dalí
Miró
Picasso
escrever o poema
no entanto
é jogar
“os grãos na água do alguidar”
escrever é Pollock!
(Sérgio Ferreira da Silva)
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Hai Cai para um olhar...
a força do teu olhar
muda a cor do dia!
sábado, 20 de agosto de 2011
Os Ácaros - História em Quadrinhos
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Poemas para nunca mais

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Trovas de Guardanapo

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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Diários de Bordo (Crônicas)

sábado, 5 de fevereiro de 2011
Matéria sobre o projeto "Pão e Poesia"
Marcos Fabrício Lopes da Silva*
Graças aos nutricionistas extraordinários, conhecemos uma dieta saudável à base de pão e poesia. O contista cubano Jorge Onélio Cardozo tinha mesmo razão: “o ser humano tem duas grandes fomes, a de pão e a de beleza; a primeira é saciável; a segunda, infindável”. Nesse sentido, o nosso cardápio existencial foi muito bem apresentado pelos Titãs, na canção Comida (1987): “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”. Ou seja, o indivíduo precisa sustentar o corpo com o pão e a alma com a poesia para zelar pelo seu equilíbrio.
Diante das “duas grandes fomes” humanas, o projeto “Pão e Poesia: em qualquer esquina, em qualquer padaria”, idealizado pelo poeta mineiro Diovani Mendonça, desponta na cena cultural com a apropriação da embalagem utilizada por padarias para divulgar a arte poética ao público, vinculando à necessidade de atender “a fome de pão” dos consumidores o prazer destes em poderem saciar “a fome de beleza”, a partir do alimento poético. Contando somente com a iniciativa voluntária dos seus colaboradores, o “Pão e Poesia” ganhou as ruas em 2008, com a distribuição gratuita de 300 mil embalagens ecologicamente confeccionadas às panificadoras da periferia da Região Metropolitana de Belo Horizonte, visando facilitar o acesso público às obras artísticas e divulgá-las em um suporte bastante alternativo.
No ano passado, o “Pão e Poesia” recebeu com distinção e louvor o 1º lugar no Prêmio Pontos de Mídia Livre, na categoria local/estadual, oferecido pelo Ministério da Cultura. Além do empenho voluntário, a segunda edição do projeto, referente a 2009, foi viabilizada pela premiação e pela parceria com o IAP – Instituto Aprender Profissionalizar. 120 mil embalagens já foram distribuídas às panificadoras, tendo em vista as intenções que acompanham o projeto desde o seu início. Além de reconhecer o trabalho de autores já consagrados, o “Pão e Poesia” abre espaço para novos escritores (que estão à margem da sociedade e das grandes editoras), desperta nas pessoas o gosto pela leitura e o interesse pela arte poética, ampliando o acesso do público a ela.
Na versão 2009, os saquinhos de papel trazem as obras dos artistas plásticos Eduardo Vilela, Gilberto de Abreu, Guido Boletti, Iara Abreu e Jair Leal, além dos poemas de Adriana Versiani, Alice Ruiz, Arnaldo Antunes, Fabrício Marques, José Ouverney, Marcelo Dolabela, Paulo Franchetti, Paulo Urban, Sebastião Nunes, Wilmar Silva, entre outros. Somam-se aos trabalhos dos 32 poetas/artistas plásticos convidados e homenageados, 108 poemas selecionados por meio de inscrição via internet, nas categorias Haicai, Trova, Soneto e Verso Livre.
As embalagens também participam da exposição itinerante “Pão e Poesia na Escola”, podendo ser oferecidas aos colégios interessados e/ou ampliadas em banners a título de mostra cultural. Aproveita-se o contato com as instituições de ensino para a promoção de oficinas e bate-papos sobre poesia e arte. Esse conjunto de ações visa contribuir para a formação de poetas, leitores e educadores poéticos. Várias escolas públicas das cidades de Contagem, Betim, Esmeraldas, Lagoa Santa, Belo Horizonte, Sete Lagoas e Cotia (SP), foram atendidas pelo programa, que já contemplou cerca de 10 mil estudantes.
A questão educacional também se faz presente nos achados poéticos do “Pão e Poesia”. Neste ano, temos nas trovas de José Ouverney a contribuição decisiva da educação para o desenvolvimento nacional – “Quando a base é a educação/na visão de um governante,/não há no mundo Nação/que não cresça e se agigante!” – e a valorização do agricultor que, mesmo com a escolaridade prejudicada pela extenuante jornada de trabalho no campo, se destaca como produtor de alimentos e de riqueza para o país – “Na roça não tive estudo/mas fiz – calejando as mãos -/dessa escassez de canudo/esta fartura de grãos”.
No haicai de Luiz Carlos Lopes Dinuci, subverte-se a noção clássica de obra como resultado de uma arquitetura textual formalmente acabada para que seja destacada uma noção de processo expressivo aberto, inacabado e constituído por vestígios e restos que protagonizam a construção simbólica do sujeito poético: “Eu não tenho obra./Tudo o que tenho/é o que me sobra”. Clevane Pessoa bebe da fonte oriental para expressar com sutileza e profundidade a importância de se respeitar as diferenças, tendo em vista o aperfeiçoamento da convivência humana: “Força dos opostos/Espirais da eternidade/Yin e Yang: você e eu”.
O soneto “Nostalgia versus Modernidade”, de Sérgio Ferreira da Silva, traz uma narrativa satírica de tom fabular. Em um shopping center, a pobre raposa e a esnobe galinha se encontram. Ao cumprimentar a galinha, demonstrando satisfação por revê-la em tão radiante alegria, a raposa acaba sendo tratada com desdém. Em resposta à declaração arrogante dada pela galinha, que quis se diferenciar pelo status acadêmico e financeiro – “Fiz faculdade e muita economia!” –, a raposa abocanha a sujeita petulante.
No contexto educacional, destaca-se também o poema “Separação de sílabas”, feito, em verso livre, por Lasana Lukata. Assim como se dá com as palavras e a desintegração destas em sílabas, a história da família do eu-lírico foi marcada inicialmente pela união e depois pela separação de seus membros. Vejamos: “na sala de aula/quando a professora perguntava/como era a minha família/eu dizia que era um tritongo/havia cigarra/dançávamos jongo/mas a mãe se foi/a cigarra morreu/a dança acabou/a tristeza invadiu/meu pai e a mim/e viramos ditongo/mas veio a madrasta/que teve três filhos/me jogou num hiato/e fiquei feito um i/em ICARA-í”.
domingo, 9 de janeiro de 2011
sábado, 9 de outubro de 2010
A bienal, os urubus e o vão.
Domingo passado fui, pela primeira vez nesta edição, à 29º Bienal de Arte de São Paulo. Tenho feito isso desde 1984 e costumo fazer duas ou três visitas em cada edição. Já virou um hábito. Ao longo dos anos, vi muitas obras interessantíssimas, frutos da criatividade, do talento, do protesto, e de tudo o que motiva os espíritos indomáveis dos artistas. Procuro não interpretar o que vejo, porque os sentidos se perdem em meio a tantas obras (na casa das centenas). Todo ano, no entanto, a mídia chama a atenção para alguma ou algumas obras específicas. Esse ano não foi diferente: a série Inimigos, do Gil Vicente e Bandeira Branca, de Nuno Ramos, são as vedetes. Na primeira, o artista faz autorretratos em que se apresenta apontando armas para personalidades da política, como a da foto abaixo...
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| O autor, como algoz de Mahmoud Ahmadinejad (Presidente do Irã) |
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| Os urubus de cabeça amarela, do alto de sua estrutura, "urubuservando"... |
(Sérgio Ferreira da Silva)
Detalhe: o Dicionário Aurélio traz 16 sentidos diferentes para a palavra "vão". Gosto de explorar isso. Outra coisa: achei o Gil Vicente um pouco violento! Hehehe!
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| "Vais virar comida de urubu!" |
sábado, 12 de junho de 2010
Back to the past
domingo, 23 de maio de 2010
Novas Trovas
sábado, 14 de novembro de 2009
Landmark
o teu semblante... e o destino...
são os marcos da fronteira
entre a saudade... e um menino!
A última pergunta eu me fiz... e, para o mesmo concurso, mandei uma outra:
teu semblante, em luz e cor,
é saudade virtual,
no microcomputador...
Boas reticências para você!
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Como se faz um comercial de rádio...
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Domingo no Parque 12
Eu gosto do número 12, por uma dúzia de motivos... Os meses, as horas, os signos, os cachos de banana, os ovos da caixa, as caixas de leite na caixa maior...e mais 6 etceteras! Depois daquele domingo inicial, escrevi 12 poemas, para 12 esculturas e para os sentimentos despertados por elas. Foi um exercício interessante, porque pude falar melhor de mim, de outros e do jogo de interações estéticas entre a poesia e a escultura. Voltei à Pinacoteca, depois daquele domingo: as esculturas não eram as mesmas, quer dizer, eram as mesmas mas os seus significados, para mim, haviam mudado! Espero que a série "Domingo do Parque" tenha atuado em sua percepção, leitor, como atuou na minha.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Domingo no Parque 11
O poema voa muito acima de mim:
faz círculos
canta
flana
ameaça pousar
e não pousa!
Aos poucos, aproxima-se
(ele é cauteloso).
Em meu sentimento,
enquanto procuro entendê-lo,
me parece leve
livre
e selvagem!
Mas...
ele pousa
em mim
Ele é maciço
e não pode mais voar...
Sólido.
Pássaro.
O poema.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Domingo no Parque 10
Poema Múltiplo
Um verso metrificado,
outro livre...
Metade dele rimado
...o resto, não!
Uma das faces encobre...
a outra mostra!
E é o olhar que, então, descobre
a transparência!
Quantas leituras do olhar
para o mesmo objeto?
O afã de multiplicar
o que é único...
Nós todos somos assim:
múltiplos!
Todas as coisas, no fim,
dependem do ponto de vista!
sábado, 24 de outubro de 2009
Domingo no Parque 9
Fóssil (ou pequenas histórias para não dormir!)
Naquele tempo,
quando os homens habitavam a terra,
havia enormes povoados,
chamados cidades.
E as cidades cresceram:
as habitações foram ficando cada vez
maispróximasumasdasoutras
até que começaram a elevar-se...
e surgiram os prédios!
E como não havia mais espaços,
tudo ficou distante, tudo!
eparaencurtarasdistâncias
os homens inventaram os carros
que, para funcionarem, usavam combustíveis;
que, queimados, produziam a fumaça
que saía dos escapamentos,
poluindo o mundo, a tal ponto,
que tudo morreu...
exceto os granitos e os escapamentos!
Sérgio Ferreira da Silva







