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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Cascalhos e Pepitas - José Antônio de Freitas

O Dicionário Aurélio, em sua versão eletrônica, enumera cinco definições para a palavra (s.m.) "garimpeiro". Interessam, para essa postagem, a primeira e a quinta:

"1. Aquele que anda à cata de metais e pedras preciosas.
2...
3...
4...
5. Explorador de preciosidades literárias ou linguísticas."

José Antonio de Freitas, trovador da cidade de Pitangui/MG, em 2008, lançou "Cascalhos e Pepitas", reunião de 100 trovas de sua lavra. O livro foi prefaciado por Selma Patti Spinelli, Presidente (a) da Seção de São Paulo da UBT.


Mas, qual a razão do título? O autor explica, em uma trova...

Garimpo a ideia bonita
nestes versos que componho
e cada trova é pepita
na bateia do meu sonho!

E o seu livro é isto, um livro de garimpeiro, mas um garimpeiro das palavras, do achado literário, que nos faz imitá-lo, em busca das preciosidades que imprimiu no papel. Não é preciso ir muito longe para encontrar-mos nossas "pepitas"...

Se é o amor que te conduz,
ama sempre sem disfarce,
pois quem acende uma luz
é o primeiro a iluminar-se.

E assim, de trova em trova, José Antonio de Freitas ilumina nosso caminho e inunda-se de luz! Se você for um garimpeiro persistente, do primeiro ou do segundo tipo definidos no "Aurélio", poderá encontrar outras pepitas, fora do livro, mas de autoria do mesmo garimpeiro...

Exagerando em cuidados
por sabê-la primorosa,
os espinhos são soldados
na defesa de uma rosa.

Acredito que, depois desta postagem, saímos, eu e você, mais ricos de nossa garimpagem!

sábado, 10 de novembro de 2007

A Trova (rumos)

RUMOS (extraído de A TROVA: ORIGEM, TRAJETÓRIA, RUMOS - in www.falandodetrova.com.br) - por Sérgio Bernardo
"Em pleno séc. 21, era da supremacia tecnológica, do comportamento globalizado e do vanguardismo a qualquer preço, a trova resiste e continua ativa, efervescente e fazendo brotar novos talentos. No País, a União Brasileira de Trovadores é a entidade responsável, administrativamente falando, pela sua consolidação, divulgação e perpetuação, através da coordenação de concursos ou realização de oficinas em escolas e instituições públicas, visando a despertar o interesse pela trova, sobretudo no tocante às novas gerações. Trovas escritas por jovens do ensino fundamental e médio, em muitas cidades brasileiras onde estas oficinas são ministradas, dão a certeza de que a UBT caminha em bom rumo. E de que a trova ainda tem muito a contribuir com nossa literatura poética, enquanto num mundo cada vez mais assediado pela máquina houver coragem para se falar de sentimento."

domingo, 26 de agosto de 2007

A trova em três tempos...


Esse precioso livro de Lygia Gomes de Pádua, da UBT Belo Horizonte, traz em sua capa toda a essência de seu conteúdo. A trova, como já disse em um tópico anterior, é chamada pelos trovadores de ROSA. A capa do livro de Lygia dispõe pétalas e rosas em uma composição harmônica e equilibrada. Seu livro não é diferente: dispõe as trovas em três tempos distintos. Três maneiras de apresentar a trova, tanto aos leitores, quanto aos trovadores. Na primeira parte, apresenta definições da trova, na visão de diversos autores. Na segunda, a técnica de composição (métrica e rima, mais especificamente) e na terceira, o deleite, o alumbramento, os malabarismos, as composições. É como se as rosas da capa fossem apresentadas, primeiramente por botânicos que as definissem; num segundo momento dissessem o que é preciso para que uma flor seja considerada uma ROSA e, por fim, desfilassem imagens das mais belas rosas pelas retinas do leitor. Trabalho sensível. que foge ao lugar-comum. A seguir, algumas das tantas trovas que Lygia colacionou:
...

Talvez rireis ao saberdes
como eu me sinto em apuros
se pousais os olhos verdes
em meus olhos já maduros!

(José Fabiano – Belo Horizonte/MG)


Infância é um brinquedo usado
que, um dia, a vida resolve
tomar um pouco emprestado
e nunca mais nos devolve!

(Arlindo Tadeu Hagen – Juiz de Fora/MG)


Saudade, posso entendê-la
ao ver no céu, a luzir,
o brilho daquela estrela
que já deixou de existir...

(Waldir Neves)

sábado, 25 de agosto de 2007

Conceição Parreiras Abritta

O livro "Portal das Rosas" tem uma particularidade: foi prefaciado em trovas por diversos trovadores da UBT - Seção Belo Horizonte. "Rosa" é como os trovadores chamam carinhosamente a trova literária. O livro foi lançado em comemoração ao Jubileu de Prata da autora (2003), que ingressou nos quadros associativos em 1978. De lá para cá, Conceição, que é, também, autora de livros infanto-juvenis, nos vem brindando com trovas e carinho, ao lado de seu marido Luiz Carlos Abritta, de quem falarei no próximo "post". Uma trova do livro:
...

Soltei o teu nome ao vento...
E o vento, só por maldade,
repete a todo momento
o nome desta saudade.
...
Conceição Parreiras Abritta