sábado, 23 de agosto de 2008

Uma crônica sobre Santos Dumont


É UM PÁSSARO? É UM AVIÃO? NÃO, NÃO É UM PÁSSARO... E SIM, É UM AVIÃO,... PILOTADO POR UM BRASILEIRO:

ALBERTO SANTOS-DUMONT!

“Nas asas do desvario,

tentando um sonho alcançar,

eu despenquei no vazio,

mas... aprendi a voar!”

(Edmar Japiassu Maia – Rio de Janeiro/RJ)

Quem avistasse, nos céus de Paris, nos idos de 1900, pela primeira vez, aquele artefato esquisito, cuja estrutura lembrava uma letra “T” invertida, alçando vôo por seu próprio deslocamento, pilotado pelo jovem Alberto Santos-Dumont, sem dúvida alguma um dos homens mais determinados que a história da humanidade produziu, detentor de um talento ímpar e uma genialidade inesgotável, poderia travar o diálogo insólito do título, muito em voga anos depois como referência a um conhecido personagem de quadrinhos, eternizado, em nossos dias, pelas superproduções hollywoodianas...

Santos-Dumont foi milhares de vezes superior àquele herói: existiu! Alçou vôos incríveis e superou-se repetidas vezes, voando mais e melhor a cada nova tentativa. Não foi ejetado de um planeta distante: nasceu no Brasil, fruto da imigração européia (de descendência francesa e portuguesa). Não obtinha do sol seus superpoderes: sua força sempre foi sua determinação incansável, o estudo constante e a experimentação científica metódica e planejada. Não demonstrava fraqueza quando exposto à matéria mineral de seu planeta: tinha orgulho de sua terra-mãe, o Brasil, nome que carregou consigo em seus feitos e em seu patriotismo exemplar.

Você poderia argumentar que, embora fictício, o super-herói citado é capaz de lançar-se destemidamente ao espaço e pousar sobre a Lua... É, realmente, posso até admitir essa façanha, mas, provavelmente ele, o Homem de Aço, pousaria solene sobre uma cratera lunar que, por ocasião do quarto aniversário da chegada do homem à Lua, recebeu o nome de... de... de... isso mesmo: Santos-Dumont! Santos-Dumont? – poderia perguntar um terráqueo brasileiro - É! Com a seguinte observação do astronauta Michael Collins: “Olhai para esse mapa da Lua. Vede! Lá está o nome de um dos homens que tornaram possível a conquista do Espaço. Foi um brasileiro que hoje pertence a toda a humanidade: Alberto Santos-Dumont. Um homem do espaço.”

Na ficção, o Kriptoniano mencionado esconde sua identidade, e seu físico avantajado, atrás de um óculos quadrado e uma roupa social bem cortada que, incrivelmente, engana a todos, inclusive sua própria namorada (?!?!?!). Alberto Santos-Dumont tinha um aspecto frágil, não desenvolveu bíceps, tríceps e peitorais e não escondia-se atrás de uma identidade secreta: era aclamado publicamente pelas ruas de Paris, foi um herói em sua época! Seus feitos (contrariamente aos de dois irmãos americanos muito espertinhos, cujo nome não declinarei neste texto) foram amplamente divulgados pela imprensa da época, documentados por fotógrafos e cineastas, e presenciados por multidões (os dos irmãoszinhos, não!).

Santos-Dumont encarava seus novos desafios de frente, publicamente expunha seus projetos, os documentava e considerava seus inventos e aperfeiçoamentos técnicos como patrimônio da humanidade, como um bem comum. Talvez, por isso, tenha se ressentido de certas utilizações bélicas de seus inventos, que o conduziram, supõe-se, a padecer de um mal tão comum em nossos dias, a depressão, e à sua conseqüência mais funesta, o suicídio.

Porém, existe uma característica que aproxima o paladino voador dos quadrinhos e o nosso sensível e obstinado herói-de-verdade: eles são indestrutíveis! O personagem dos gibis, ao final de suas histórias, é sempre agraciado com o beijo apaixonado de sua eterna namorada e os vivas e aplausos da humanidade, a quem salva dos terríveis vilões. Santos-Dumont, cujo nome está escrito em ouro no Livro dos Grandes Homens (a História da Humanidade), na História da Ciência, na História da Aviação, da Mecânica, e em todos os campos da Ciência pelos quais se aventurou, lançando-se, como o poeta da epígrafe, no vazio e na incerteza do desvario, tentando alcançar o sonho que não era apenas seu, mas de toda a humanidade, ávida por conquistar e por desbravar os limites do ontem, para novamente superá-los amanhã, é imortal.

Sua imortalidade não é ficcional: tanto que, o reconhecimento do valor literário de suas obras, no relato de suas experiências levadas a termo, e de seus diversos inventos e adaptações, o elegeram, por seus reconhecidos méritos, em 1931, como membro da Academia Brasileira de Letras, na cadeira de nº 38. Ou seja, Santos-Dumont, destacado, ainda, no meio científico, pode ser chamado, também no mundo das Letras, de Imortal, título reservado àqueles membros eleitos por seus pares, nas Academias de Letras, onde cultua-se e difunde-se o conhecimento e a excelência literária.

Dizer mais de Santos-Dumont talvez seja desnecessário: compará-lo ao personagem mais conhecido da histórias em quadrinhos em todo o mundo, cujo nome é desnecessário escrever, foi uma licença que me permiti, apenas para encontrar uma metáfora que fosse suficientemente capaz de estabelecer um contraste colorido: Santos-Dumont não pode ser comparado aos seres humanos reais! Foi um Homem a frente de seu tempo, um visionário, um realizador, um cientista, um herói!

Foi, no entanto, muito mais: um sonhador...

que aprendeu a voar!

Sérgio Ferreira da Silva

BIBLIOGRAFIA:

Trova no tema DESVARIO – de Edmar Japiassu Maia – 1° Lugar no Concurso dos Magníficos Trovadores de Nova Friburgo – Livreto dos Jogos Florais – Carestiato Editores – Nova Friburgo/RJ - 2003.

Informações colhidas no site: http://www.14bis.mil.br, do Governo Federal, pelo centenário do vôo do 14 bis.

16ª Edição do Programa Nascente - USP


Conquistei uma Menção Honrosa na categoria texto, com o projeto "A Força das Tradições e Outras Histórias" (que é um livro de contos humorísticos). A imagem acima é da capa do catálogo editado pela Pró-reitoria de Cultura e Extensão Universitária, que patrocinou o evento (que não terá edição 2008). No catálogo, publicaram um realese do meu projeto, alguns trechos de contos e um conto inteiro meu. Explico: só publicaram o conto inteiro, porque envie-lhes um que faz parte da minha série de títulos enormes e contos de uma linha, ou duas, que reproduzo abaixo:


A HISTÓRIA DA VIAGEM QUE FEZ NAZARENO TOBIAS PELO SERTÃO DA PARAÍBA, NUMA MOTONETA DE CINQÜENTA CILINDRADAS, LEVANDO, A TIRACOLO, SUA SOGRA, DONA MARINEIDE APARECIDA E A CACHORRA BALEIA (HOMENAGEM AO CLÁSSICO VIDAS SECAS, DE GRACILIANO RAMOS), VIAGEM QUE QUASE TERMINOU EM TRAGÉDIA, QUANDO NAZARENO, APÓS UMA DISCUSSÃO POR CAUSA DE UM PEDAÇO DE CARNE SECA, EMPURROU A VELHINHA EM UM POÇO SECO, NO MEIO DO NADA...

— Nazareno, seu lazarento!!! Me tira daqui, fio duma égua!!!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

POESIA – PALAVRAS QUE DANÇAM


Um professor de dança de salão, certa vez, no primeiro dia de aula de uma nova turma, perguntou: “Alguém, aqui, sabe dançar?” Ninguém respondeu, claro! Depois, perguntou: “Alguém, aqui, sabe andar?” Todos responderam que sim... E ele concluiu: “Pois bem, pessoal,... dançar é andar... DIFERENTE!”

Observe os períodos seguintes:

I

Quando criança, eu brincava no quintal dos fundos de minha casa, fingindo ser fazendeiro.

II

Em minha infância eu fazia

ser, meu sonho, tão real,

que uma fazenda cabia

no fundo de meu quintal!

(Sérgio Ferreira da Silva)


O primeiro período é uma descrição simples de um fato ocorrido no passado do narrador, sem nenhum conteúdo emocional. No segundo, narra-se o mesmo fato, de uma forma específica (quatro linhas – versos -, duas rimas e métrica). Existem, ainda, elementos que não estão escritos, mas que estão presentes: a emoção, a beleza, a imaginação e os sentimentos de quem escreveu e de quem está lendo o texto.

A TROVA

O segundo texto é uma trova, que pode ser definida como “...a quadra de sentido completo, composta com versos de sete sons, ritmo livre e rimas cruzadas.” (Francisco Nogueira). Existem outras definições, mas esta é suficiente neste momento.

A trova, como a conhecemos hoje, tem sua origem próxima nas QUADRAS populares portuguesas, como a seguinte, que todos conhecemos:

Oh, Ciranda, Cirandinha,

vamos todos cirandar!

Vamos dar a meia-volta

volta e meia vamos dar!

Repare que, na quadra, ocorre a rima somente entre o 2° e o 4° verso: CIRANDAR rimando com DAR. Mas, a propósito, o que é RIMA?

A RIMA

Rima pode ser definida como a coincidência de sons finais entre as palavras. Os sons finais são aqueles obtidos pela emissão da última sílaba tônica (de som forte).

Por exemplo: CRIANÇA - ESPERANÇA // BOLA - ESCOLA // FOGO - JOGO // SELVA - RELVA // GATO - RATO // PÃO - CORAÇÃO.

Aqui, cabe uma pergunta: Pode haver poesia, sem rima? Observe o poema abaixo, de ZAÉ JÚNIOR:

O CAMINHO

Quando se encontra o caminho

basta continuar a descobrir a paisagem

que ele corta ao meio

e a pedra

e a poeira

e os espinhos

para que não sejam pisados.

Quando não se encontra o caminho

basta levantar as mãos

para que Deus as segure.

O efeito das palavras, o sentimento do texto, está expresso nas palavras escolhidas e no significado delas, que, geralmente, vai além daquele que encontramos nos dicionários. Na poesia livre, que é como chamamos este tipo de texto, embora não se use métrica (que é a quantidade de sons de cada verso), nem rima, os versos possuem uma sonoridade e um ritmo que podem variar, mas esta variação integra e reforça o sentido da poesia. O Texto “O CAMINHO”, compara os trechos difíceis que um terreno pode ter e os momentos difíceis que enfrentamos na vida, para dizer, no final, no que chamamos “CHAVE DE OURO”, da importância da FÉ, embora a palavra “fé” não apareça no texto.

Na poesia de Zaé Júnior, então, encontramos aqueles aspectos que mencionamos no início (emoção, beleza, imaginação e a própria conclusão do leitor que interpretou o texto).

POESIA PARA QUÊ?

Qual seria, então, a importância de escrever? Ou melhor, qual a importância de escrevermos Poesia?

Os escritores, os poetas e os bons leitores costumam ser revelados justamente na infância. Quanto mais cedo se começa a ler e a escrever, mais qualidade na nossa capacidade de entender o mundo e de nos fazermos entender pelos outros: melhor convivência e melhor desempenho profissional, afetivo, etc.

A poesia, como sabemos, é uma maneira diferente de dizer as coisas, independentemente de sua forma, ou extensão.

Quando conversamos com alguém, falamos ao telefone, nos dirigimos a um desconhecido, ou precisamos responder um questionário, ou entrevista de emprego, por exemplo, devemos empregar, em cada caso, uma linguagem própria, pela qual nos faremos entender.

Quando lemos um romance, sabemos da necessidade de longos trechos descritivos, para a exata compreensão de um sentimento, ou, mesmo de um lugar qualquer: cada detalhe, cada lágrima, ou sorriso, devem ser detalhados a tal ponto, que possam formar uma imagem exata, quase uma fotografia na mente de quem lê.

A POESIA É DIFERENTE...

Quando lemos um poema, ou quando ouvimos a declamação de um, além da forma (estética), e do fundo (assunto), somos chamados a refletir e a buscar, em nosso íntimo, um sentimento guardado na memória, fruto de nossa experiência pessoal, de nossa emoção... e, é por este motivo que um mesmo poema pode tocar diferentemente cada um daqueles que o lêem, como faz a música: cada um de nós, em geral, prefere um ritmo a outro e, dentro do mesmo ritmo, gosta de uma música e de outra não. Explica-se, também, assim, o fato de música e poesia andarem de mãos dadas.

RITMO E POESIA

Mais recentemente, o RAP (abreviação de rhythm and poetry), suprimindo, quase que totalmente, a base melódica, mas acentuando o beat (batida), bem como valendo-se de versos com rimas menos complexas e letras de forte apelo emocional, próximas da linguagem da juventude (gírias e diálogos rápidos), deu voz à periferia das grandes cidades de todo o mundo, às populações menos favorecidas e ocupou um espaço próprio no cenário cultural.

CONCLUINDO...

Assim, a poesia, com suas diversas formas, numa trajetória que acompanha e, às vezes, até antecipa a evolução humana, naquilo que diz respeito à expressão de seus sentimentos (amor, saudade, dor, perda, alegria, coragem, força, fé, etc.), sempre foi e será necessária no dia a dia de todos nós, como instrumento de cultura, de identidade, de transmissão de conceitos e valores. Afinal, em vez de dizer que o poeta, quando cria, expõe seus sentimentos,... talvez, uma trova... possa dizer mais:

Poeta é aquele que traz

o Sol e a Lua em seu peito,

despreza a razão e faz

do desvario... um direito!

(Sérgio Ferreira da Silva)


Agora, você já sabe DANÇAR!

Crônica 1





Quase inexorável


Infância é um brinquedo usado,
que um dia a vida resolve
tomar um pouco emprestado
e nunca mais nos devolve.

(Arlindo Tadeu Hagen)




“- Você já pensou na inexorabilidade (1) do tempo?”


A pergunta partiu de um senhor, sentado ao meu lado no banco do trem, que acabara de parar na estação Moóca. Meio desconcertado, ponderei o porque do questionamento.

O homem fez um breve silêncio e, olhando para fora, apontou para a estação e comentou que ao ser inaugurada, a estação da Moóca era um primor: toda decorada com pastilhas, sem as grades e pichações que a descaracterizavam agora. Para ele, o local que era orgulho dos políticos da época, estava abandonado e ele se entristecia ao ver que o tempo a tudo deteriorava e consumia implacavelmente, sem que nada se pudesse fazer.

Para tentar suavizar sua amargura, argumentei que o tempo, embora implacável com a estação da Moóca, trouxera moderníssimas estações de metrô e, mais recentemente, reformara completamente a Estação da Luz, para transformá-la num centro cultural de primeiro mundo (o Museu da Língua Portuguesa), sem descaracterizar a concepção original, sendo provável que isso, um dia, pudesse ocorrer com a estação da Moóca.

“– Talvez!” Disse isso e desceu no Brás. Eu, na Luz.

Naquele mesmo dia, minha filha, entediada com o computador, me propôs brincarmos de adivinhas, como tantas vezes eu brincara com minha mãe, tempos atrás...

E, assim, trazendo de volta o meu passado, de adivinha em adivinha e de risada em risada, até adormecer, minha filha me ensinou que o tempo, embora pareça inexorável, é relativo, como já teorizava Einstein.

Mesmo na singeleza de um “o que é, o que é...”

(1) Qualidade do que é implacável, rígido, inexorável


Foto: Estação da Moóca - acervo Thomas Correa.

Uma das melhores trovas humorísticas dos últimos tempos...



Amigo/amiga, reparto

este espanto com você:

o parto não é mais parto;

é download de bebê.



(A. A. de Assis/PR)

segunda-feira, 28 de julho de 2008

As aventuras de Tripedéia


Existem alguns casos, na literatura, de crianças que foram bem sucedidas escrevendo para crianças. Com 11 anos, a Laura (nascida em 11/11) escreveu e ilustrou esse livro como parte de uma atividade proposta por sua professora de português. O livro conta a história de uma habitante do planeta Mégara, a Tripedéia do título, que após ouvir histórias contadas por seu avô sobre a Terra, faz uma viagem de seu planeta ao nosso e conhece um garoto (Marcelo), de 10 anos, que, por sua vez, ouvia histórias sobre Mégara, contadas pelo seu avô terrestre... Incluí no meu curso de Letras a matéria Literatura Infanto-Juvenil - Linguagens do Imaginário, e, pelo pouco que aprendi, pude identificar vários elementos no livro da Laurinha, imprescindíveis nesse tipo de texto. Já falei de livros de vários amigos aqui. Esse é, sem dúvida, aquele do qual eu mais me orgulho. Não sei se ela vai seguir a trilha da escrita, como a garota do Livro "A bolsa amarela", da Lígia Bojunga, mas, aqui em casa, esse único exemplar já é um best-seller!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Reflexões Íntimas


Reflexões Íntimas é um livro póstumo. Editado (2008) pelos familiares de Waldir Neves, um dos maiores trovadores brasileiros. Tive a honra de conhecê-lo em 1997, por ocasião dos Jogos Florais de Nova Friburgo (o primeiro em que me classifiquei). Waldir era amável, bem humorado e foi um grande professor. Com ele, aprendi da melhor forma: pela leitura de suas trovas, poemas, sonetos e, principalmente, das conversas amistosas em que ele delicada e pontualmente me mostrava onde eu poderia melhorar e onde havia acertado. Meu contato com ele foi frequente nas festas de entrega de prêmios, por esse Brasil trovador. Os que conviveram mais proximamente, no Rio de Janeiro e em Friburgo, são testemunhas da amizade e qualidade de um TROVADOR com todas as letras maíusculas, como poucos! Sua benção, Waldir!

Do livro, destaco, pela profundidade e pela simplicidade...


POEMA DO PINGO D'ÁGUA

Cada vez mais espaçado,

depois que a chuva parou,

o pingo d'água, cansado,

foi pingando... e não pingou.

No seu destino traçado,

e no tempo se acabar,

a vida é pingo chorado,

que pinga... até não pingar.

(Waldir Neves)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Barroco em imagens e o Outono de Vivaldi


(Vermeer - Diana and her companions)


Montei esse video para ser apresentado em um seminário sobre o barroco português, em uma aula de Literatura Portuguesa, na USP. Apenas música e imagens, que foram repetidas na sala, antes do início do seminário propriamente dito, cujo objetivo era fazer com que os colegas "entrassem no clima". Deu mais certo do que o outro filme, com texto, que complementava a apresentação oral. Já tem por volta de 8.000 visitas no Youtube!

O endereço, lá, é o seguinte:


http://br.youtube.com/watch?v=hrkOnEkFYLk)

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Arte 9



Essa é a Laura, em versão Mangá! Impressionante o traço desse desenhista (se alguém conseguir desvendar a assinatura dele, me avise!), ele soube captar uma expressão bem característica dela. Esse desenho foi feito no evento "Anime Dreams - 2008".

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Arte 8


Gosto muito desse quadro. Já pensei em escrever sobre ele, mas não seria justo impor limites a algo que já me diz tanto!

domingo, 27 de janeiro de 2008

Quadrinhos


Criei "Os ácaros" em um curso de histórias em quadrinhos que fiz em Santo André, no milênio passado. Incentivado pelo hoje professor universitário Mário Dimov Mastrotti, quadrinista, editor, criador do personagem "Cubinho", que durante anos foi publicado no jornal Diário do Grande ABC, entre outros. Quem sabe eu consiga publicá-los em 2008? Afinal, ácaro rima com áporo (não rima, não!).

Arte 4


Caricatura feita pelo Adilson de Oliveira, amigo, desenhista, ilustrador, designer gráfico da TV Cultura, para um link de textos que escrevi para o site dele (Mania de Colecionador). Nesse site o Renato Lacerda também escreve sobre Frank Sinatra. Confira:


Arte 3


Uma Xilogravura da Leila ("Sem título" cópia 4/7)

Arte 2


Nós, segundo Paulo Caruso, ao lado de Fernando Collor... Trabalhei com a mãe dele (do Caruso, lógico!), dona Marina, na Caixa Econômica Federal (muito bacana, adorava Richard Claydeman... nós dividiamos um gravador e alternávamos o pianista, com Led Zeppelin!). Ele deu esse autógrafo no prefácio do livro "Avenida Brasil - A sucessão está nas ruas, de 1990).

Arte 1


Leila e Laura, no traço personalíssimo do Jaime (Pina da Silveira), amigo, trovador, dentista, desenhista, caricaturista, memorialista, ista, ista, ista!!!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

ACERTANDO AS CONTAS




Hoje, eu acordei disposto a acertar as contas com São Paulo...
Entrei no carro, pronto para enfrentar um trânsito caótico... e encontrei ruas livres, motoristas e motociclistas cordiais, todos aproveitando o belíssimo dia que começava.
Mesmo assim, eu me dispus a dizer umas verdades a São Paulo...
Argumentei que tudo, aqui, é muito velho e ultrapassado. Porém, seus edifícios modernos e sua tecnologia de ponta me mostraram o contrário.
Queria dizer que as pessoas não se olham, vivem com pressa e são muito individualistas: me deparei com casais enamorados, grupos fazendo caminhadas e várias rodas de amigos.
Eu queria falar da violência e do medo!
Encontrei crianças brincando nos parques e famílias passeando despreocupadas.
Tudo bem!
Que tal, então, o desemprego, as favelas, os sem-teto e os problemas de saneamento? Hein?
Passei por uma Frente de Trabalho, por uma Usina de Reciclagem e por um Mutirão, onde as pessoas, unidas, construíam seus sonhos.
Reclamei do analfabetismo e me deparei com voluntários, ensinando as primeiras letras.

É...

São Paulo é assim, feito as pessoas: com seus defeitos e virtudes, mas continua trabalhando, sem descanso, na construção de seu futuro, como fizeram seus fundadores.
Hoje, eu acordei disposto a acertar as contas com São Paulo... e acredito que acertei!



Sérgio Ferreira da Silva

sábado, 19 de janeiro de 2008

Atenção para o top de 3 segundos... TOP. TOP. TOP.



O ano de 2008 é um ano de eleições... e eleições significam o retorno dos programas partidários obrigatórios, exibidos - forçosamente - em horário nobre nos canais de TV. A seguir, descrevo algumas semelhanças e uma diferença, que pude estabelecer entre esses programas e a Arca de Noé:

São 40 dias e 40 noites (aproximadamente, nos períodos em que somos submetidos ao horário político obrigatório e exatamente, na Arca) de puro Tédio!

O horário político decorre, também, provavelmente, de um castigo divino!

Ambos têm um comandante barbudo, que sobreviveu no final e salvou vários bichos, sem contar o fato de que sua família inteira recebeu as benesses do poder (lembrem-se: era para ser apenas dois de cada espécie!).

Apesar das promessas de dias melhores, depois da chuva, e depois do horário político, tudo continuou igual!

Tanto a Arca, quanto as obras dos candidatos à reeleição foram construídas sem licitação!

Os bichos, feito os políticos, dentro da "arca/governo" até que convivem muito bem, embora um queira comer o outro vivo (no bom sentido, se é que existe um bom sentido, tanto na Arca, quanto na política!).




Chega de semelhanças! Uma diferença: Uma navega no mar diluviano. O outro, no MAR DE LAMA!



Sérgio Ferreira da Silva

Quem puder, assista!




"Mais estranho do que a ficção" é o título, em português, do filme "Stranger than fiction", do cartaz colado acima. Não é possível falar muito do filme, sem estragar alguma surpresa. Imagine alguém que começa a ouvir uma voz feminina, narrando o exato momento que ele está vivendo...


É o que acontece com a personagem principal, Harold Crick. Não vou falar mais nada. Assita! Vale a pena.


sábado, 10 de novembro de 2007

A Trova (rumos)

RUMOS (extraído de A TROVA: ORIGEM, TRAJETÓRIA, RUMOS - in www.falandodetrova.com.br) - por Sérgio Bernardo
"Em pleno séc. 21, era da supremacia tecnológica, do comportamento globalizado e do vanguardismo a qualquer preço, a trova resiste e continua ativa, efervescente e fazendo brotar novos talentos. No País, a União Brasileira de Trovadores é a entidade responsável, administrativamente falando, pela sua consolidação, divulgação e perpetuação, através da coordenação de concursos ou realização de oficinas em escolas e instituições públicas, visando a despertar o interesse pela trova, sobretudo no tocante às novas gerações. Trovas escritas por jovens do ensino fundamental e médio, em muitas cidades brasileiras onde estas oficinas são ministradas, dão a certeza de que a UBT caminha em bom rumo. E de que a trova ainda tem muito a contribuir com nossa literatura poética, enquanto num mundo cada vez mais assediado pela máquina houver coragem para se falar de sentimento."

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

ESGOTADA A 3ª EDIÇÃO DO LIVRO AME NOVA FRIBURGO


"A terceira edição do Ame Nova Friburgo e suas Maravilhas foi esgotada. Os últimos exemplares estão à venda na Livraria Papelote. O Ame atingiu 2.900 cópias (os últimos cem estão na livraria), um recorde, principalmente se levarmos em conta que é um livro que retrata a história de uma linda cidade do interior. É claro que as vendas foram dirigidas, muitos amigos compraram grande quantidade para presentear, como, por exemplo, Bruno & Marrone (cem exemplares), Latino (50), Roger (50), Julia Lemertz (20), Fábio (empresário de São Paulo - cem), Sami Elali (pai da cantora Marina, cem), o novelista Carlos Lombardi (50), Ronaldinho (cem), Gilberto Silva (50), o mais bem-sucedido empresário de futebol Reinaldo Pitta, que detém passe de jogadores que atuam na Europa (150), e por aí vai.Assim sendo, o livro está circulando no Rio, São Paulo, Salvador, Natal, Espanha, Portugal, Itália, Turquia (com a família Zico) e em diversos outros países, o que é, sem dúvida, uma grande divulgação para NOVA FRIBURGO. O objetivo do Ame é preservar a memória de uma cidade de gente valorosa, contar a nossa rica história, história esta de interesse nacional, e mostrar nossas belezas arquitetônica e natural. Enfim, o objetivo final é que o maior número possível de pessoas saiba que Nova Friburgo existe e venha conhecê-la." (extraído da coluna AME NOVA FRIBURGO, 09.11.2007, http://www.avozdaserra.com.br)
A TROVA:
Em cada cena vivida,
Francisco Cuoco, você
resumiu, com sua vida,
toda a vida da TV!
Sérgio Ferreira da Silva

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Um caminho a percorrer...


Começa assim: você escreve alguma coisa e mostra para as pessoas mais próximas (Leila e Laura)... Elas gostam, fazem comentários... Você se anima e escreve mais... Elas gostam, pedem mais! Meio descrente, você mostra os mesmos textos para colegas de trabalho, em um batizado, casamento... As pessoas gostam e mandam e-mails, pedindo mais! Você se anima e escrevescrevescrevescreve (esquece de vírgula, pontuação, crase, trema - ainda tá valendo!). Quando já tem um número razoável de coisas escritas, junta tudo, organiza, revisa, revisa, revisa... Surge um concurso! mandonãomandomandonãomando??? Manda pro Renato Lacerda e ele REVISA. Você olha suas folhas sagradas cheias de risquinhos... e muda um montão de coisas! Aí, sim! É hora de... fazer a última revisão (prometo!). Manda pro concurso... ... ... ... (demora um tempão!) O resultado: você é finalista! Caramba! Vernissage??? De jeito nenhum! Você tem 5 minutos prá falar, diz o Dante (da pró-reitoria de cultura)! Você tem a idéia de fazer um vídeo... Dois loucos topam gravar o audio (Luana Fontana e Sinei Ferreira Sales). Um outro doido faz ilustrações pra quase todos os contos (Jaime Pina da Silveira). Manda o video pro Dante, põe no Youtube e chega o grande dia (na foto aí de cima!)... Não importa se você vai "ganhar" ou não! Você quer que vire livro! Perái! Prestenção! Aí é outro caminho a percorrer, mais difícil que o outro! Vamo lá, então! OBRIGADO A TODOS!

sábado, 3 de novembro de 2007

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Poemas que interagem

Vejam que sacada interessante da Luana Barossi, colega do curso de Letras, intertextualizando o meu poema "O conhecimento (é a)"! A pedido da autora: Arte visual by Sergílio da Uspecéia!


Concreta Cópia
Cópia Concreta
Em Creta a Cópia
Treta Concreta
Entreta Cópia
Tanto Concreta
Cretina Cópia
Cropa com Creta
(Luana Barossi)

UUUU HUUUUUU!!!!!!!


CLIQUE NA IMAGEM PARA VISUALIZAÇÃO EM TAMANHO REAL! CLICA LOGO, Pô!

sábado, 27 de outubro de 2007

Celebridades 2007 - 3ª edição


Eis a capa da 3ª Edição do Livro CELEBRIDADES. Em breve postarei mais algumas trovas e fotos dos artistas... O livro começou a ser vendido também em bancas de jornais, no Rio de Janeiro...

Revista da Letras


Mais notícias: dois poemas meus serão publicados na Revista da Letras (um deles já está nesse blog), com lançamento previsto ainda para 2007. Serão textos dos alunos do curso. Expectativa!

Livro da Tribo


Dois textos meus foram incluídos no Livro da Tribo, edição 2008/2009: uma trova (15 de Junho) e um texto para reflexão (24/25 de Junho). As datas entre parentesís se explicam pelo fato de que o livro é, também, uma agenda (ou porque a agenda é também um livro!). Distribuição em todo o país, nas melhores livrarias do ramo. No site deles (www.livrodatribo.com.br) há uma relação de todos os revendedores. Os primeiros direitos autorais a gente nunca esquece (calma, calma: receberei em livros) (poucos) (nem dez!).

Trago três trovas tristes...

Tentar desfazer as mágoas
que o meu peito guarda e sente,
é como querer que as águas
corram da foz... à vertente !

Cansado dos desatinos,
o mundo roga que Deus
torne a paz dos palestinos
igual à paz dos judeus!

Vão meus sonhos, num batel,
buscar certezas... Em vão:
os meus barcos de papel
são, apenas, o que são!
Sérgio Ferreira da Silva!

Promoção OMO 50 anos




Essa foi legal: conte uma história onde se sujar fez parte de algum aprendizado.


Mandei uma que vivenciei com meu avô (já falecido).


Eles publicaram nossa foto em algumas revistas e a história vai passar no rádio. Fiquem ligados!

16º Programa Nascente


Bom, é o seguinte: venho organizando uns contos que escrevi, a princípio para divertir minha família (esposa, filha, mãe, pai, gato e cachorro), 90% deles de humor. Mandei alguns deles para concursos, sempre isoladamente. Acontece que, na USP, realiza-se anualmente um concurso (o Programa Nascente), cuja finalidade é incentivar a produção cultural dos alunos em todos os níveis (graduação, mestrado, doutorado...). Vai daí, juntei 34 continhos (contando com uma revisão extra do Renato "Pouso Alegre" Lacerda - ótimo aluno do curso de Letras) e chamei o volume de "A força das tradições e outras histórias". Mandei para eles e consegui me classificar. Aliás, o conto que dá nome ao livro é o último, aquele que fecha o projeto (alguns escritores já fizeram isso). Os contos foram agrupados por temática: "Ao telefone", "É nóis", "Outras dimensões", "Homo Sapiens?" e "Personae". A Agência USP de notícias já começou a divulgar os eventos que farão parte dessa edição do Programa (clique no link abaixo). A ilustração acima é do amigo, trovador, desenhista, caricaturista e dentista JAIME PINA DA SILVEIRA (um baita currículo!), para o conto ONIPOTÊNCIA...

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Rosa da China






“O Mimo-de-Vênus ainda entremeia o rosado das flores com o verde espesso da folharia.” (Telmo Vergara, in Contos da Vida Breve).

A rua Rosa da China está situada em um bairro chamado Jardim São Roberto, na periferia de São Paulo, muito próxima da divisa com a cidade de Santo André. Em toda a sua extensão, chama a atenção por seu declive acentuado, por suas casas humildes e porque nela foi erigido um Centro Educacional Unificado (CEU), que leva o seu nome.
Rosa da china, também, é o nome popular do Hibisco, ou Mimo-de-Vênus, que, segundo a Enciclopédia Encarta, é o “nome dado a várias espécies de plantas nativas das regiões quentes e temperadas do hemisfério Norte. A flor do hibisco se caracteriza por apresentar o cálice rodeado por um grupo de brácteas coloridas que dão a impressão de que o cálice é duplo. O fruto é uma cápsula com cinco cavidades e numerosas sementes.”
Eu, por convicção, não acredito em coincidências... Mas, a Rua Rosa da China tinha tudo para ser, apenas, mais um nome bonito de flor a batizar um logradouro, perdido na periferia de uma metrópole, sem o mínimo sentido para aqueles que fizeram daquela rua a sua morada, depositando ali seus sonhos e desesperanças.
As crianças que por ali brincavam, nem sonhavam em poder, um dia, dar um mergulho nas águas de uma piscina, a não ser naquelas de duzentos litros, apertadas no fundo do quintal, cujas águas serviriam, depois, para lavar a calçada, regar as plantas e escorrer pelo bueiro, com as suas perspectivas de dignidade e cidadania.
Jovens sem opção ao ócio, a não ser o refúgio da televisão, video-games, ou, pior, as drogas, hoje, jogam basquete, andam de skate, aprendem técnicas de informática, ou “dão um tempo” na biblioteca.
Adultos navegam pela Internet, fazem cursos, massagens, Yoga, ginástica, ou seja, exercem sua cidadania.
Para todos os que se interessam, há cursos, oficinas e atividades, as mais diversas, geralmente após um mero agendamento.
Como eu disse, não acredito em coincidências, mas acredito que os fatos, os nomes e as esperanças convergem e acabam se encontrando em determinado momento. As coisas e as pessoas têm uma vibração, um espírito, uma alma, uma aura, sei lá... Adote aquela definição que melhor se adapte à sua crença, ou à falta dela.
O fato é que, igual ao hibisco, à Rosa da China, ou ao Mimo-de-Vênus, como descreveu Telmo Vergara, com a licença poética que me permito utilizar, aquele Centro Educacional (que é seu, meu e de todos independentemente que quem o tenha construído – aliás não é mérito nenhum construir obras úteis com o DINHEIRO PÚBLICO) entremeia esperança, sorrisos e cidadania, com a tristeza espessa da periferia.
Agora, é aguardar que as numerosas sementes do Hibisco possam germinar no solo fértil de outras desesperanças...





Sérgio Ferreira da Silva

Uma de cada!


O CONHECIMENTO
A)


C....
DA
CÓ...
DA
CÓP..
DA
CÓPI.
DA
CÓPIA
DA
CÓPIA
DA
CÓPIA
DA
CÓPIA
DA
CÓPIA
DA
CÓPIA
DA
CÓPIA... ORIGINAL!


Sérgio Ferreira da Silva

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

11 de Setembro


Cotidiano 2001
(11 de Setembro)




Pela TV, o mundo estarrecido
assiste, mudo, à queda da esperança:
a tela mostra o ferro retorcido
e a multidão clamando por vingança...


Mas, a vingança e o ódio desmedido
não são, em si, as causas da matança?
...e, mais e mais, em ódio consumido,
todo o ocidente, no deserto, avança...


O entendimento jaz por sobre a terra;
a intolerância reina sobre o amor;
e, em vez de risos, sofrimento e dor!


Agora, é tão comum falar de guerra,
que eu rogo que esse sentimento insano
não passe a se chamar... cotidiano!


Sérgio Ferreira da Silva