sábado, 12 de junho de 2010
Back to the past
sábado, 5 de junho de 2010
Em homenagem a Gabriel Gonçalves
sábado, 29 de maio de 2010
Seminário Unplugged!
Análise de... análise.
domingo, 23 de maio de 2010
Novas Trovas
Bons tempos... 1988!
sábado, 14 de novembro de 2009
Landmark
o teu semblante... e o destino...
são os marcos da fronteira
entre a saudade... e um menino!
A última pergunta eu me fiz... e, para o mesmo concurso, mandei uma outra:
teu semblante, em luz e cor,
é saudade virtual,
no microcomputador...
Boas reticências para você!
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Como se faz um comercial de rádio...
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Domingo no Parque 12
Eu gosto do número 12, por uma dúzia de motivos... Os meses, as horas, os signos, os cachos de banana, os ovos da caixa, as caixas de leite na caixa maior...e mais 6 etceteras! Depois daquele domingo inicial, escrevi 12 poemas, para 12 esculturas e para os sentimentos despertados por elas. Foi um exercício interessante, porque pude falar melhor de mim, de outros e do jogo de interações estéticas entre a poesia e a escultura. Voltei à Pinacoteca, depois daquele domingo: as esculturas não eram as mesmas, quer dizer, eram as mesmas mas os seus significados, para mim, haviam mudado! Espero que a série "Domingo do Parque" tenha atuado em sua percepção, leitor, como atuou na minha.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Domingo no Parque 11
O poema voa muito acima de mim:
faz círculos
canta
flana
ameaça pousar
e não pousa!
Aos poucos, aproxima-se
(ele é cauteloso).
Em meu sentimento,
enquanto procuro entendê-lo,
me parece leve
livre
e selvagem!
Mas...
ele pousa
em mim
Ele é maciço
e não pode mais voar...
Sólido.
Pássaro.
O poema.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Domingo no Parque 10
Poema Múltiplo
Um verso metrificado,
outro livre...
Metade dele rimado
...o resto, não!
Uma das faces encobre...
a outra mostra!
E é o olhar que, então, descobre
a transparência!
Quantas leituras do olhar
para o mesmo objeto?
O afã de multiplicar
o que é único...
Nós todos somos assim:
múltiplos!
Todas as coisas, no fim,
dependem do ponto de vista!
sábado, 24 de outubro de 2009
Domingo no Parque 9
Fóssil (ou pequenas histórias para não dormir!)
Naquele tempo,
quando os homens habitavam a terra,
havia enormes povoados,
chamados cidades.
E as cidades cresceram:
as habitações foram ficando cada vez
maispróximasumasdasoutras
até que começaram a elevar-se...
e surgiram os prédios!
E como não havia mais espaços,
tudo ficou distante, tudo!
eparaencurtarasdistâncias
os homens inventaram os carros
que, para funcionarem, usavam combustíveis;
que, queimados, produziam a fumaça
que saía dos escapamentos,
poluindo o mundo, a tal ponto,
que tudo morreu...
exceto os granitos e os escapamentos!
Sérgio Ferreira da Silva
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Domingo no Parque 8
Homem pássaro
"Todos esses que aí estão
Atravancando o meu caminho
Eles passarão...
Eu passarinho!"
(Mário Quintana)
Eu passarei pelos caminhos
pelos quais passaste
ou, juntos,
passaremos por caminhos
que julgaremos serem nossos
e os que vierem depois
passarão também pelos caminhos
e terão a impressão de que são os primeiros a passar
pelos caminhos pelos quais já passamos
nós não fomos os primeiros
e não seremos os últimos
a passar
os caminhos sabem
os pássaros também
nós, os passantes, não:
nós, sempre, passamos pela primeira vez...
sempre!
sábado, 17 de outubro de 2009
Domingo no Parque 7
O nome dessa escultura é Figura Heráldica. A Heráldica é definida na Wikipédia como a ciência, ou a arte "de descrever os brasões de armas ou escudos. As origens da heráldica remontam aos tempos em que era imperativo distinguir os participantes das batalhas e dos torneios, assim como descrever os serviços por eles prestados e que eram pintados nos seus escudos. No entanto, é importante notar que um brasão de armas é definido não visualmente, mas antes pela sua descrição escrita,...". As figuras não humanas (animais ou seres fantásticos) são chamadas de "suporte".
SUPORTE
A primeira batalha de um poeta
é travada com uma linha em branco;
a segunda batalha ele trava consigo,
com ninguém mais.
Depois de perder as duas batalhas,
rendido, quase morto,
ele escreve
ou digita, ou sangra, ou verte
umas linhas soltas, rimadas, ritmadas - não importa!
Importa é que ele perdeu
o poema se foi
feito bicho
feito um amor
feito um filho
feito a própria vida que escorreu para o papel
ou para a tela
ou para a gaveta mais próxima!
O poema é essa criatura heráldica
amorfa
mitológica
indefinida
suporte da história de vida do poeta
ou
das vidas que ele inventou
para viver
ou morrer
com honra.
Sérgio Ferreira da Silva
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Domingo no Parque 6
REENCONTRO
Na clássica frieza do mármore polido,
opostos e semelhantes...
Nos vãos intransponíveis da individualidade,
contato e leveza...
Nas direções contrárias e seus trilhares,
o equilíbrio e o apoio...
Na fragilidade insustentável do peso das coisas,
a firmeza da pedra!
Nas noites sombrias e sem horizonte,
um claro porvir!
Na consciência das limitações de cada um,
o afago da completude...
Feitos da mesma terra,
do mesmo calor vulcânico,
da mesma vontade:
molécula por molécula!
Você e eu.
Sérgio Ferreira da Silva
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Domingo no Parque 5
Quase
Por dentro, tem esqueleto...
mas, a pele é de concreto:
uma girafa incompleta,
parada, imóvel, direta!
Traz linhas em cada pata
(quase-girafa acrobata),
e as patas são o sustento
do corpo sem movimento.
A quase-girafa é um esboço:
faltam cabeça e pescoço!
Tantas árvores por perto!
Tanta luz no céu aberto!
E, sem poder mastigar,
nem, tampouco, desfilar,
nossa imensa cinderela
não é, sequer, amarela!
Domingo no Parque 4
DICOTOMIA
ponto a ponto
vértebra por vértebra
vingança contra vingança
camada sobre camada
temor após temor
pele contra pele
passo a passo
verso a verso
linha a linha
irmão versus irmão
sangue do sangue
frente a frente
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Domingo no Parque 3
Oração
Lavrar o metal,
moldar a palavra,
no fogo ancestral,
herança de Deus.
O ferro e a palavra
moldados e afins:
simétrica lavra
lançada no chão
No centro de tudo,
o início e o fim:
um círculo mudo,
suspenso no ar.
Na voz do escultor
o fogo é que fala,
em força e calor
leveza e sentido.
Também o poeta
diz mais no que cala
na forma concreta
e nas entrelinhas
São alma e matéria
o ferro e a palavra:
mensagens etéreas
da mesma oração.
domingo, 11 de outubro de 2009
Domingo no Parque 2
Fita
Um gesto só da ginasta
e a fita a esmo esvoaça...
Não é de aço essa fita,
que na leveza se basta
da moça, que em vão se agita,
num gesto só, de ginasta!
Fita vermelha, tão casta,
na mão sem cor da ginasta,
que a passos mudos... se afasta:
não quer fitar essa fita!
e, assim, a fita se arrasta
e deixa, então, de ser fita:
volta a ser aço, que imita
o gesto só da ginasta!

