Em 2004, quando participei da confecção das trovas para o livro Celebridades, Dado Dolabella trabalhava na novela "Senhora do Destino", interpretando a personagem Plínio Ferreira da Silva (coincidência engraçada termos o mesmo sobrenome - mas o meu é de verdade!). Calhou do Sérgio Madureira me pedir que fizesse a trova dele, que, à época, participou da trilha sonora da novela, com a música "Facim facim". Fiz a trova e inclui o nome da música e um trocadilho com o título da novela. Hoje, vejo que a trova foi profética... ele venceu o "Reality". Não costumo assistir a esse tipo de programa, nem acredito em previsões, pelo menos não no meu poder de prever, mas coincidências ocorrem toda hora. Fica o registro inusitado...
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Dado Dolabella e a trova profética
Em 2004, quando participei da confecção das trovas para o livro Celebridades, Dado Dolabella trabalhava na novela "Senhora do Destino", interpretando a personagem Plínio Ferreira da Silva (coincidência engraçada termos o mesmo sobrenome - mas o meu é de verdade!). Calhou do Sérgio Madureira me pedir que fizesse a trova dele, que, à época, participou da trilha sonora da novela, com a música "Facim facim". Fiz a trova e inclui o nome da música e um trocadilho com o título da novela. Hoje, vejo que a trova foi profética... ele venceu o "Reality". Não costumo assistir a esse tipo de programa, nem acredito em previsões, pelo menos não no meu poder de prever, mas coincidências ocorrem toda hora. Fica o registro inusitado...
sábado, 29 de agosto de 2009
Certezas... Repensando um poema!
Trova premiada em Nova Friburgo (menção honrosa), no ano de 2002, no tema Certeza, da qual gosto muito, porque consegui usar metalinguagem, efeito que imprimiu o que os teóricos chamam de circularidade ao poema. O leitor é instigado a retornar ao texto e a significação amplia-se, pelo reforço da idéia das (in) certezas, e pelo destaque à pontuação. Porém, não pense que eu pensei em tudo isso quando "pensei" a trova... Hehehe!
tantas promessas e ausências,
eu grafo as tuas "certezas..."
com aspas e reticências.
(Sérgio Ferreira da Silva)
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Poema para um olhar...

Por teus olhos
São olhos questionadores, os teus...
Olhos de quem sabe que é preciso
conhecer... adivinhar e, sobretudo, sentir...
Conhecer, no aprendizado diário
e no curto espaço de uma vida compartilhada;
Adivinhar, como se não fossem necessárias as palavras,
como se não fosse necessário dizer "eu te amo",
como se fosse possível não dizer "eu te amo",
mas adivinhar mesmo assim, e ficar feliz com isso;
E sentir... que as respostas que os teus olhos procuram
estão em ti... e em nós,
não pela complexa arte (quanta arte!) de viver,
mas pelo eterno dom de poder compartilhar a vida,
de poder lutar ao teu lado, perdendo e ganhando,
sofrendo e sendo feliz...
Mas, acima de tudo, por saber que,
por teus olhos, valeu a pena viver!
(Sérgio Ferreira da Silva)
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Além do Horizonte
Dudu Braga
DUDU, diante de nós,
é prova viva e constante
de que a LUZ,... também, tem voz!
(Sérgio Ferreira da Silva)
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Seguindo pelo corredor... de trovas!
A primeira, da Elisabeth Souza Cruz, fala em camuflagem, vejam que interessante coincidência... ou não!
e, assim, os versos que escrevo
são propostas camufladas!
Estamos em pleno outono,mas teu perfume, deveras,
me faz pensar que sou dono
de todas as primaveras!...
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Corredor Polonês... de trovas!
O chamado "Corredor Polonês" é uma estreita faixa de terra localizada na Polônia, que abrange grande parte do Rio Vístula. A posse da região passou da Alemanha para a Polônia em 1919, imposta pelo Tratado de Versalhes. Popularmente, Corredor polonês é o nome dado a uma passagem estreita formada por duas fileiras de pessoas alinhadas lado a lado, todas voltadas para o centro (Fonte, com adaptações: Wikipédia).
No restaurante Don Tozzoni, em Nova Friburgo, há um corredor, a partir da entrada, que leva até o salão principal, onde estão dispostas as mesas. Nesse corredor, de ambos os lados, as paredes são ornadas com trovas de grandes trovadores brasileiros, entalhadas em madeira, sugerindo a forma de pergaminhos abertos...
Por ocasião dos L Jogos Florais, em maio/2009, estive na cidade e fotografei as trovas. Vou colocá-las aqui, paulatinamente, como uma homenagem à cidade e seus trovadores, que há 50 anos recebem poetas de todo o Brasil com hospitalidade, carinho... e um corredor de trovas!
A primeira trova a figurar no "corredor polonês" do blog é de autoria de Nádia Huguenin, que hoje é tão presente... em nossa saudade!
Obrigado, sempre, Nova Friburgo!
sábado, 1 de agosto de 2009
O baú e a máquina em pessoa!
Maternidade de Rosas
a conviver com teu mundo:
vida que tem correnteza,
não cria lodo no fundo!
o silêncio é tão profundo
que se pode ouvir o parto
das rosas chegando ao mundo!
(Héron Patrício - São Paulo/Pouso Alegre)
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Uma lição... do Assis!
O grande tenor se cala
ante o pássaro silvestre.
- É o discípulo de gala
querendo escutar o mestre!
(Antonio Augusto de Assis)
A nitidez da noite

Saldo Positivo
As dores e os desencantos
não foram tantos assim...
Tua boca e os teus encantos
calaram bem mais... em mim!
(Sérgio Ferreira da Silva)
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Insônia (2)
Então, lá vai, com a "permissa venia" do Véio mais jovem que eu conheço.
A noite me entristece as emoções ...
Mas, em revolta, expulso os pensamentos,
Não vou chorar as flores não colhidas.
_____________Cacildis!!!!!________________

Bandeirantes realizou um concurso, em 1994, cujo tema foi "Palhaço". Naquele ano, o Brasil perdia um de seus maiores comediantes, O Mussum.
Antonio de Oliveira, meu "padrinho" na trova, sensibilizado com a perda, homenageou o grande artista com uma trova que foi vencedora naquele certame. Quem foi criança nos anos 70 tem o "mussa" no coração, como eu! A bela trova:
segue feliz para o além,
que entre os Anjos, lá no espaço,
há criancinhas também!
(Antonio de Oliveira)
terça-feira, 28 de julho de 2009
USP - 75 ANOS
segunda-feira, 27 de julho de 2009
O beijo
Insônia

A madrugada deita-se comigo,
para mudar, de vez, a minha vida:
viro de lado e finjo que não ligo;
mas, ela insiste e beija-me - atrevida...
tento desvencilhar-me - e não consigo ! -
dos seus carinhos - busco uma saída ! -
e quando o sono nega o seu abrigo,
eu vejo, enfim, que a luta foi perdida.
Agora, insone, - o amor é o que me resta !
meu coração, vencido, não contesta
pois quer provar seus beijos - novamente !
Mas, tão intenso - e doce ! - é o seu calor,
que eu, de vencido, passo a vencedor
e durmo, nos seus braços,... - lentamente.
(Sérgio Ferreira da Silva)
domingo, 26 de julho de 2009
Livro do Desassossego

Uma das leituras - quantas e boas! - que fiz no primeiro semestre de 2009 (quase um exílio) foi de boa parte do Livro do Desassossego (Companhia das Letras), uma coletânea de prosa esparsa do Fernando Pessoa, recolhida de um baú de coisas encontrado depois de seu falecimento. O nome da obra não poderia ser melhor, são reflexões profundas do mestre, em pessoa (mania de trocadilhar - nem sei se o verbo existe!)! Abaixo, transcrevo o fragmento 212, curtíssimo e próprio a um blog que se dispõe, entre outras coisas, a pensar a poesia. Nele, também, toda a gênese da heteronímia...
Trovas de Guardanapo
Pois foi em Friburgo que minha filha, a Laura, teve uma idéia interessante, porque não fazer um livro de guardanapos. A idéia "pegou" e, em poucos minutos, grandes trovadores do Brasil inteiro estavam escrevendo sua trova preferida para ilustrar a primeira coletânea de trovas de guardanapo do Brasil.
Os guardanapos foram reunidos e lidos ali mesmo, no dia 16 de Maio de 2009. Digitalizei os guardanapos e o José Ouverney está revisando, para uma versão eletrônica. Aguardem!
Por enquanto, fiquem com a trova do Magnífico Trovador Arlindo Tadeu Hagen, um refinado aperitivo, antes do "jantar poético" que se aproxima!
não insistas neste adeus.
se não for por meu amor,
fica, pelo amor de Deus!
(Arlindo Tadeu Hagen)
sábado, 25 de julho de 2009
Meus caros amigos!
-image002.jpg)
Depois de um longo e tenebroso inverno (não sei quem cunhou essa frase, mas ela é essencial, nesse momento), estou de volta! Fiz o login. Percebi algumas mudanças no blogspot. A que mais me chamou a atenção diz respeito à figura do seguidor (follower, como dizem lá). Agora é possível saber quais são as pessoas que recebem informações sobre as atualizações que são feitas no blog. Descobri que tenho 2 followers: Pedro Mello e José Feldman! Thank you fellows (quase um anagrama!). Dedico a vocês o que pretendo escrever daqui pra frente, porque vocês souberam aguardar (rsrsrs). Agradeço de coração. Mas sei, também, daqueles que apesar de não se cadastrarem, me incentivaram a voltar. Porém, foi um longo e tenebroso inverno, mesmo! Pensei muito, não tinha vontade de escrever... Mas li muito, mais até do que as leituras obrigatórias da faculdade, que também retomarei no segundo semestre, sem pressa de terminar: o bom de retomar os estudos, depois de anos, é saber aproveitar melhor o "ouro" diário do aprendizado. Estou postando agora, para tirar a ferrugem - afinal, desde 11 de Janeiro não atualizo esta página! - e escolhi a imagem da capa do disco (vinil) do Chico Buarque de Hollanda, que é título desta postagem. Explico: tenho fascínio por ele (o disco) e admiração por ele (o chico). Tudo porque, quando eu tinha uns 11 anos, fiquei uns dias na casa de uma tia (já falecida, tia Bil - qualquer dia eu falo sobre o apelido, dado a todos os nordestinos que se chamam Severino ou Severina - tenho mais dois tios e uma tia com esse apelido) e minha prima, a Cristina, com 20 e poucos anos, pôs esse disco para que eu ouvisse. Dentro havia um encarte, com as letras. A Cristina, muito esperta, sabia que eu ia me interessar! Na época eu não tinha consciência política, tendência poética, nem nada digno de nota, pelo menos não me recordo, nessa época, se não me engano, eu só me preocupava em conseguir dar um primeiro beijo em alguma menina. Talvez minha prima tivesse percebido alguma tendência literária em mim... sei lá! Mas devo a ela o despertar de uma consciência diferente, de um novo olhar sobre as letras das músicas. Nunca havia refletido sobre isso, e agora, escrevendo, lembro até da vitrola... Desculpem, meus amigos, se não lhes fiz umas visitas, no decorrer desse ano, mas podem "botar água no feijão!" "Eu tô voltando!"
domingo, 11 de janeiro de 2009
Falando de Trova
e por seu filho José Ouverney Júnior (já é um benemérito da trova!), que você vê na foto abaixo:
Acesse o link em www.falandodetrova.com.br, que vai aparecer a tela abaixo:
O espaço que o Ouverney está garantindo ao movimento trovadoresco é muito importante. O trabalho que o Pedro de Mello está fazendo no site, por exemplo, é sensacional. Até hoje não havia um olhar mais acadêmico sobre a trova, além de alguns poucos livros e textos de gaveta, pelo menos com a divulgação e o alcance garantidos pelo José! A coluna do Pedrinho é opinativa, polêmica e muito bem fundamentada! Parabéns aos dois!
E "vamo" tocando em frente! De público, José Ouverney: MUITO OBRIGADO!
Abração!
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
O lado poético da Leila (2)
O poema - Eu - dispõe duas situações distintas: o vazio e a força profunda, das perdas e conquistas, do sal que imprime sabor à vida, porque, como a autora mesmo diz, "uma vida sem emoção não é vida". Imagem e palavras de uma mulher que soube, sempre, se reinventar, se fazer melhor a cada dia, cuja caminhada eu, orgulhosamente, acompanho!
Eu
Um vazio profundo
uma rota alterada
uma espada sem fio
uma lágrima derramada
Uma força desmedida
uma forma insensata
uma página já lida
uma história descartada
Uma vida refletida
por atos calculados
Se a dor me vem aturdir
Fiz por onde e assumo os fatos
Se meus erros são tão grandes
Se a paixão move meus atos
Não fujo e pago o preço
De todos os meus pecados
Vida é intensidade
vida é verdade
vida é criatividade
vida é autenticidade
Prefiro ser ousada do que ser Amélia, a mulher de verdade
Prefiro ser rebelde, do que tecer calmamente um tapete
Prefiro meu sangue quente correndo pelas veias em situação de risco, do que a morna sensação do conforto.
A vida é uma só
e deve ser vivida com
intensidade
sabor
prazer
amor
lazer
imaginaçã
Se não for para ser vivida assim,
melhor que se faça o enterro,
porque uma vida sem emoção, não é vida... é morte em vida.
E essa é a pior morte.
(Leila Rodrigues)
domingo, 14 de dezembro de 2008
Arte 10
O lado literário da Leila...
Mesmo quem conhece a Leila dificilmente conhece a sua escrita: direta, reflexiva, equilibrada e sincera. Faz prosa poética, crônica, poesia. Intuitiva e sempre positiva. Boas festas e bom final de ano a todos! A Leila fala, agora, pela família toda...

Balanço de Final de Ano
Vejo os dias passando diante de meus olhos: observo cada movimento; cada olhar
e escuto todos os pensamentos.
Penetro em olhares, atravessando-os para atingir, além da matéria, a essência de cada um.
Rio e choro,
Brinco e trabalho.
Amo e sou amada, ou odiada.
Sigo minha vida sem entender o porquê da violência, da maldade e da inveja.
Como é bom chegar até aqui e ver tudo de bom que conquistei.
Como é ruim chegar até aqui e ver tudo de mau que já enfrentei.
A vida é uma jornada interessante e trago boas lembranças das pessoas que cruzaram meu caminho e me ensinaram coisas diferentes.
Não tenho riquezas materiais, mas, espirituais, tenho de sobra.
Meu sorriso é meu cartão de visitas.
Minha lealdade, o cartão de permanência.
Meu coração aberto, meu cartão de amizade vitalícia.
Se você é do bem, entre e fique à vontade para repartirmos impressões e vivências.
Se não é, passe, aproveite a boa energia e transforme seus pensamentos.
Precisamos de mais pessoas boas no mundo, para vencermos a violência e a escuridão.
Porque todos nós nascemos para brilhar: não só neste final de ano, mas... por toda a nossa vida!
(Leila Rodrigues)
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Falta de Educação tem cura. Consulte um Professor.
Em meu trabalho, por vezes, registro os depoimentos de menores como ele, custodiados (eles não podem ser presos), porque surpreendidos em flagrante (no momento, ou momentos após a prática do ato infracional). Nosso trabalho é certificar as condições físicas do adolescente e colher sua primeira versão dos fatos. A maioria nega qualquer participação. Em geral, eles estão acompanhados da mãe (às vezes da mãe e do pai; muito raramente apenas do pai ou outro "responsável"), que tem as mais variadas explicações para as causas das ocorrências: falta de condições financeiras; as "má companhia"; o vício; a ausência paterna; a índole indomável; e por aí vai.
Não sei o que levou esse menino, de nome bíblico (aliás, de um Rei!), a vingar-se da professora destruindo o vidro traseiro do veículo com seu poderoso Skate. Se um dos motivos acima, ou algum outro de ordem psicológica ou psiquiátrica. Não sei.
Sei, porém, que ela não merecia sofrer esse dissabor. Todos sabemos das precárias condições oferecidas àqueles que abraçam a carreira do magistério. São injustiçados todos os dias, entregando sua saúde e tempo, em troca de uma parca contraprestação. Essa professora, em especial, acredita no poder da educação para mudar o mundo e a realidade daqueles menos favorecidos socialmente: reparem nos dizeres do adesivo colado ao vidro estilhaçado: FALTA DE EDUCAÇÃO TEM CURA. CONSULTE UM PROFESSOR.
Será que o garoto, com nome de Rei guerreiro, leu o adesivo antes de cometer o "ato infracional"? Acho que não! Sua mãe compareceu à escola, na noite do mesmo dia, em prantos, também. O garoto (que trabalha!), compareceu e comprometeu-se a pagar o prejuízo (negando a autoria, embora testemunhas garantissem o fato).
Não acredito que a professora será ressarcida: a dor que ela sentiu não foi patrimonial. O vândalo, com nome de Rei, não demonstrou na retratação a "coragem" que teve ao destruir o patrimônio alheio...
A professora, no entanto, permanece fortalecida. Acredita na educação e tem ciência do bem que faz aos seus alunos, como todos os outros professores e profissionais que trabalham nessa escola estadual .
No mais, acredito que é hora de uma séria revisão do Estatuto da Criança e do Adolescente. O Brasil necessita de uma melhor análise e acompanhamento dessas gerações que farão as leis do futuro, sob pena de ficarmos subjulgados a pessoas com nome de Rei, ou não, mas com atitudes sanguinárias e violentas, como previu o trovador Antônio de Oliveira:
e as letras não têm valor,
há de pagar ao soldado,
quem não paga ao professor!
Incentivando a Poesia e preservando a Natureza!
Pois bem, a empresária e advogada Marinês de Paula, que comanda a empresa Bag Beach, especializada em produção de bolsas e embalagens com a marca da responsabilidade ambiental, ou seja ecologicamente corretas, apostou numa idéia interessante: me propôs estampar em alguns de seus produtos poemas de minha autoria. O resultado está na foto abaixo...

Poemas Desentranhados
Uma delas:A luz da tua poesia é triste mas pura.
A solidão é o grande sinal do teu destino.
O pitoresco, as cores vivas, o mistério e calor dos outros seres te interessam realmente
Mas tu estás apartado de tudo isso, porque vives na companhia dos teus desaparecidos.
Dos que brincaram e cantaram um dia à luz das fogueiras de São João
E hoje estão para sempre dormindo profundamente.
Da poesia feita como quem ama e quem morre
Caminhaste para uma poesia de quem vive e recebe a tristeza
Naturalmente
- Como o céu escuro recebe a companhia das primeiras estrelas.
(Manuel Bandeira - Poesia Completa & Prosa, Rio de Janeiro, José Aguilar, 1967)
Esse poema foi "desentranhado" de um artigo do também poeta Schmidt, que foi "ghost writer" do Presidente Juscelino.
Ponto! De exclamação! Metalinguagem pura! Brincadeira literária de um poeta para outro, a partir de uma prosa! Vai analisar um troço desses!
Pois bem, em 2007, minhas aulas de Literatura Brasileira foram ministradas pela Professora Doutora Yudith Rosenbaum, pessoa maravilhosa, autoridade em Clarice Lispector e Manuel Bandeira, que, no primeiro semestre, tratou do Modernismo Literário Brasileiro...
Daí, que um colega de turma, de nome Amilkar, figurassa carimbada da faculdade, sugeriu a ela que eu fizesse algo parecido, abordando o Modernismo, que era tratado nas aulas, "porque ele é poeta, professora!"
o resultado:
Lobato Malfatti lupus
(poema desentranhado de uma aula de Yudith Rosenbaum)
A luz difusa que sai do retrato ofusca o retratado. Mas,
que retrato é esse, tão diferente do modelo?
Nada nele é familiar, tudo é surpresa e choque.
[o esperado, às avessas...
[Paranóia! Paranóia!
E a orquestra obedecia ao comando do Maestro,
[Silenciosamente mistificada,...
por 4’ e 33”!
[e é feia,
[objetivamente feia!
O belo é outra coisa, diferente, não contrária.
[ou fingiu não entender!]
:foi Dorian Gray, depois do pacto:
[um retrato envelhecido...
... de si mesmo!
(dedicado a Amilkar Henrique Gonçalves de Moura e a Yudith Rosenbaum)
terça-feira, 25 de novembro de 2008
O melhor show da minha vida! (The best show of my life!)
Valeu a espera de 20 anos para rever esse grupo, que fez muito sucesso nos anos 80, com hits como Save a Prayer, The Reflex e Wild Boys. Em Janeiro de 1988, eu e a Leila (já noivos) assistimos a participação deles no festival chamado HOLLYWOOD ROCK. No mesmo dia, apresentaram-se o grupo brasileiro ULTRAJE A RIGOR e o também inglês SIMPLY RED. Todos com ótimas performances. Agora em 2008, além da sempre companheira Leilinha, a filhota LAURA também compareceu e vibrou em dobro, pelos dois quarentões. Nos dois dias, ficamos em locais ótimos, colados à grade, a dois metros de distância dos ídolos. Conhecemos outros fãs do grupo, da nossa geração, além de outros mais novos. Foi emoção pura! Quando se reencontram velhos companheiros a alegria e a festa estão garantidas. O Duran Duran sempre esteve conosco, fez a trilha sonora da nossa vida e, pelo visto, fará um pouco da trilha da Laura, também...










