sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Pão e Poesia
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Dona Neusa
domingo, 20 de setembro de 2009
Mochila de Versos
Nos anos ímpares, Porto Alegre realiza os seus Jogos Florais (e que Jogos!). Em Outubro de 2001 tive a honra de comparecer às Cerimônias e conhecer pessoalmente vários poetas do Rio Grande. Participei, inclusive, em 2003, da coletânea "Rio Grande Trovador", como trovador convidado. Pois bem, conhecia algumas trovas e ansiava por conhecer um jovem e talentoso poeta, que, entre outras, havia composto a seguinte trova:
corrompida por esquemas,
enche de glória e medalhas
mãos que merecem algemas.
cobrir com raios rubros nosso leito,
e a flor do nosso amor (que era perfeito)
surgir desabrochando lentamente.
Verei que é primavera se meu peito
sentir voltar o ardor que estava ausente
e então, tendo-te perto novamente,
unir as partes do que foi desfeito.
Verei que é primavera se chegares
e o teu perfume em todos os lugares
vier recompensar tão loga espera.
O inverno da saudade irá sumindo,
deixando em seu lugar o amor florindo,
e ao ser feliz verei que é primavera...
(Gerson Cesar Souza)
* * * * * * * * * * * * Cintilações * * * * * * * * * * * *
No céu do poeta, asteriscos podem ser estrelas... e uma folha de papel, um Universo inteiro! Digo isso, porque há vários deles na capa do livro Cintilações, de Marina Bruna. O livro pode começar a ser lido, semioticamente, pela capa. Coisa de poeta de primeira grandeza, como as estrelas que retrata. Aliás, como um assunto puxa outro, a palavra "asterisco", segundo o dicionário Aurélio, vem do "grego asterískos, 'estrelinha', pelo latim asteriscu". E falar em grego e em latim, me obriga a mencionar o pai de Marina Bruna, o Professor Jaime Bruna, que lecionou latim na Faculdade de Letras, onde estudo hoje. Tenho uma obra traduzida por ele, "A Poética Clássica", que faz parte da referência bibliográfica do curso.
Voltando à Marina, ela nasceu em Franca, formou-se em Matemática, Pedagogia e Jornalismo e exerceu o magistério em São Paulo. É também compositora e instrumentista musical, poetisa e trovadora.
Marina Bruna, talvez não se recorde, me presenteou em 1997 com o Livro Cintilações (prefaciado por Izo Goldman, Thalma Tavares e Carolina Ramos). 1997 foi o ano em que comecei a fazer trovas. Em 1997, portanto, eu, ávido por aprender a compor trovas, tive a sorte de poder apreciar as trovas de Marina, que, sendo assim, é, ao lado de Antonio de Oliveira, Izo Goldman, Héron Patrício e Pedro Ornellas, sem dúvida, uma de minhas maiores influências na difícil arte de criar trovas. Devo à Marina, muitos preciosos conselhos.
Então, de "Cintilações", algumas trovas para o deleite de todos! Sua benção, Marina!
num suave dedilhado,
musicou a minha vida
com acordes de pecado!
Prostado... na dor infinda
de um desprezo que o consome,
meu coração bate ainda
porque murmura o teu nome!...
A vida insiste em manter
em dois tons sua canção:
o mais agudo é o poder;
o mais grave, a servidão!
(Marina Bruna)
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Alonso Rocha
O soneto:
Sou pássaro e sou fonte – ouve o meu canto
tu que abrigas o amor no seio puro.
Vozes da terra a mim próprio misturo
com tanta angústia, porém mais encanto.
Sou árvore a sangrar no lenho duro
a seiva que tu bebes – sangue e pranto –
e no meu poema, para o teu espanto,
eu revelo a palavra do futuro.
Eu sou a dor e a paz, a morte e o eterno;
e nesse mundo, trágico e fraterno,
procura o instante onde talvez tu caibas.
Porque, pássaro e fonte, árvore e guia,
este meu canto – a minha eucaristia –
é o pão que te alimenta sem que saibas.
(Alonso Rocha)
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Uma trova para um exemplo...
Minha participação no livro Celebridades, que foi um verdadeiro exercício de pesquisa e descoberta, foi uma oportunidade ímpar, em minha vida. O livro foi lançado em 2005. Conheci o Madureira em 2004. Minha mãe enfrentou um câncer de mama em 2003. Ela me dizia, na época: "A Patrícia Pillar enfrentou e venceu! Eu vou enfrentar e vencer!" E ela conseguiu, mesmo! Na época em que a Elisabeth Souza Cruz me mandava os e-mails com os nomes dos artistas, eu ficava torcendo para que o nome de Patrícia Pillar viesse entre os demais. Até que um dia, veio. Fiquei diante do computador, alguns minutos, olhando uma foto dela e pensando em minha mãe. A trova foi escrita de uma vez, da maneira que foi publicada:Patrícia se fez notícia...
e, hoje, quem enfrenta a dor,
tem um Pilar... em Patrícia!
(Sérgio Ferreira da Silva)
domingo, 13 de setembro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
Convivência poética
Plantado em frente ao rio vive o menino
olhando a vida a bubuiar nas águas
junto a detritos, jet skis, tralhotos
e a insensatez dos filhos de Tupã.
Esse menino de cabelos brancos
com pegadas do tempo sobre a face,
tem um olho retido no passado
e o outro atento às cores do amanhã.
Com talas de arumã tece o roteiro
do humano caminhar entre internautas,
matintas, burocratas, lobisomens
e em sítios virtuais cultiva sonhos,
planta amizades, sepulta ilusões
e espera, estoicamente, o anoitecer.
(Antonio Juraci Siqueira)
Antonio Juraci Siqueira
Poema pro Juraci
em Friburgo, certo dia...
E esse Juraci, que eu vi
é um bambambam na poesia:
Ele é boto no Pará
E escreve bem pra caramba!
Faz cordel, também, por lá
e em Filosofia é bamba!
No Fantástico, também,
já nos deu o ar da graça
encantou, como ninguém,
e mostrou ser boa praça.
É trovador de primeira,
e um ótimo sonetista.
Seu talento é cachoeira,...
que jorra da alma de artista!
Não vou falar nada mais sobre ele... Acesse o blog do boto, no link acima e descubra esse artista tipicamente brasileiro, que VIVE a cultura, como poucos que conheço!
A benção, Boto Juraci!
Um pouco de ritmo
No compasso das batidas,
o meu coração suplica,
pelo bem de nossas vidas:
Fi...ca! Fi...ca! Fi...ca! Fi...ca!
Nessa definição, o ponto comum é a existência de "intervalos regulares" entre os "acentos".
Em poesia, seja ela rimada, metrificada ou livre (com versos de tamanhos diferentes e rima não obrigatória) há de haver um ritmo, que pode ser variável, ou não. É quase como dizer que há um pulso. Escolha um poema de seu agrado, ou qualquer um desse blog e verá que isso é verdade. Um pouco mais difícil de perceber é o ritmo na prosa. Ele também está lá e, muitas vezes, é responsável pela emoção do texto (Guimarães Rosa, por exemplo, foi um mestre dessa inserção, trabalhando a rima, inclusive, de forma imperceptível... coisa de gênio!).
Fiz a trova da epígrafe com algumas intenções veladas: a primeira delas foi transformar a palavra "fica", no quarto verso, em um pulso cardíaco, efeito que se garante pela repetição, principalmente pelo fato de que ela só tem duas sílabas poéticas (dois sons); a segunda foi marcar o ritmo da trova como um todo, na terceira sílaba poética, já que o segundo verso tinha uma segunda sílaba forte, na palavra "meu";... A terceira, foi uma referência a uma trova do Arlindo Tadeu Hagen, que está na postagem sobre as trovas de guardanapo, conhecidíssima em todo o Brasil e muito bonita, que termina com o verso "...fica pelo amor de Deus!", também marcado na terceira sílaba poética.
Sua benção, Tadeu!
Poetinha
O título é uma mentira! Melhor dizendo, "Poetinha" era o apelido de Vinicius de Moraes que foi poeta e, nas horas vagas, era Diplomata, Cantor, Compositor, e, principalmente, um "vivedor" de primeira linha, pois soube cantar e declamar a vida como ninguem. O primeiro poema que li, dele, foi o Soneto do Maior Amor. Gostei tanto que pintei uma camiseta com ele (mais ou menos aos 16 anos). Era engraçado: no ônibus, na rua, no cinema, invariavelmente, alguém me pedia para eu parar onde estava para que pudesse terminar a leitura... Hehehe! A idéia partiu de um conto do Drummond, chamado "calça literária", acredito, daquela coleção "Para gostar de ler". Vinicius escrevia simples, sem rebusques, de maneira direta, porém com a profundidade de um teórico, de um acadêmico. Daí a escolha de "Poética", para ilustrar a postagem. A imagem é um detalhe do site dele, que vale visitas constantes
Poética
De manhã escureçoDe dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.
Nova York, 1950
in Antologia Poética
in Poesia completa e prosa: "Nossa Senhora de Los Angeles"
(extraído do site www.viniciusdemoraes.com.br)
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Drummond, cadê minha chave? Preciso abrir um poema...
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Escrevendo a partir de um mote
Trova escrita para o mote (no caso, o verso inicial) "As dores e os desencantos", sugerido pelo José Ouverney, na comunidade "Sou Trovador" do Orkut. Já publiquei uma outra na postagem "Saldo Positivo". Gostei do resultado da inversão das palavras no verso final. Os teóricos de literatura chamam isso de oxímoro, que é, basicamente uma oposição em "x", para sugerir conceitos contrários, ou equilíbrio. Lá vai...
As dores e os desencantos
não me causam dissabores:
que, ao teu lado, não há prantos,
nem desencantos,... nem dores!
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Dado Dolabella e a trova profética
Em 2004, quando participei da confecção das trovas para o livro Celebridades, Dado Dolabella trabalhava na novela "Senhora do Destino", interpretando a personagem Plínio Ferreira da Silva (coincidência engraçada termos o mesmo sobrenome - mas o meu é de verdade!). Calhou do Sérgio Madureira me pedir que fizesse a trova dele, que, à época, participou da trilha sonora da novela, com a música "Facim facim". Fiz a trova e inclui o nome da música e um trocadilho com o título da novela. Hoje, vejo que a trova foi profética... ele venceu o "Reality". Não costumo assistir a esse tipo de programa, nem acredito em previsões, pelo menos não no meu poder de prever, mas coincidências ocorrem toda hora. Fica o registro inusitado...
sábado, 29 de agosto de 2009
Certezas... Repensando um poema!
Trova premiada em Nova Friburgo (menção honrosa), no ano de 2002, no tema Certeza, da qual gosto muito, porque consegui usar metalinguagem, efeito que imprimiu o que os teóricos chamam de circularidade ao poema. O leitor é instigado a retornar ao texto e a significação amplia-se, pelo reforço da idéia das (in) certezas, e pelo destaque à pontuação. Porém, não pense que eu pensei em tudo isso quando "pensei" a trova... Hehehe!
tantas promessas e ausências,
eu grafo as tuas "certezas..."
com aspas e reticências.
(Sérgio Ferreira da Silva)
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Poema para um olhar...

Por teus olhos
São olhos questionadores, os teus...
Olhos de quem sabe que é preciso
conhecer... adivinhar e, sobretudo, sentir...
Conhecer, no aprendizado diário
e no curto espaço de uma vida compartilhada;
Adivinhar, como se não fossem necessárias as palavras,
como se não fosse necessário dizer "eu te amo",
como se fosse possível não dizer "eu te amo",
mas adivinhar mesmo assim, e ficar feliz com isso;
E sentir... que as respostas que os teus olhos procuram
estão em ti... e em nós,
não pela complexa arte (quanta arte!) de viver,
mas pelo eterno dom de poder compartilhar a vida,
de poder lutar ao teu lado, perdendo e ganhando,
sofrendo e sendo feliz...
Mas, acima de tudo, por saber que,
por teus olhos, valeu a pena viver!
(Sérgio Ferreira da Silva)
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Além do Horizonte
Dudu Braga
DUDU, diante de nós,
é prova viva e constante
de que a LUZ,... também, tem voz!
(Sérgio Ferreira da Silva)
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Seguindo pelo corredor... de trovas!
A primeira, da Elisabeth Souza Cruz, fala em camuflagem, vejam que interessante coincidência... ou não!
e, assim, os versos que escrevo
são propostas camufladas!
Estamos em pleno outono,mas teu perfume, deveras,
me faz pensar que sou dono
de todas as primaveras!...
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Corredor Polonês... de trovas!
O chamado "Corredor Polonês" é uma estreita faixa de terra localizada na Polônia, que abrange grande parte do Rio Vístula. A posse da região passou da Alemanha para a Polônia em 1919, imposta pelo Tratado de Versalhes. Popularmente, Corredor polonês é o nome dado a uma passagem estreita formada por duas fileiras de pessoas alinhadas lado a lado, todas voltadas para o centro (Fonte, com adaptações: Wikipédia).
No restaurante Don Tozzoni, em Nova Friburgo, há um corredor, a partir da entrada, que leva até o salão principal, onde estão dispostas as mesas. Nesse corredor, de ambos os lados, as paredes são ornadas com trovas de grandes trovadores brasileiros, entalhadas em madeira, sugerindo a forma de pergaminhos abertos...
Por ocasião dos L Jogos Florais, em maio/2009, estive na cidade e fotografei as trovas. Vou colocá-las aqui, paulatinamente, como uma homenagem à cidade e seus trovadores, que há 50 anos recebem poetas de todo o Brasil com hospitalidade, carinho... e um corredor de trovas!
A primeira trova a figurar no "corredor polonês" do blog é de autoria de Nádia Huguenin, que hoje é tão presente... em nossa saudade!
Obrigado, sempre, Nova Friburgo!
sábado, 1 de agosto de 2009
O baú e a máquina em pessoa!
Maternidade de Rosas
a conviver com teu mundo:
vida que tem correnteza,
não cria lodo no fundo!
o silêncio é tão profundo
que se pode ouvir o parto
das rosas chegando ao mundo!
(Héron Patrício - São Paulo/Pouso Alegre)
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Uma lição... do Assis!
O grande tenor se cala
ante o pássaro silvestre.
- É o discípulo de gala
querendo escutar o mestre!
(Antonio Augusto de Assis)
A nitidez da noite

Saldo Positivo
As dores e os desencantos
não foram tantos assim...
Tua boca e os teus encantos
calaram bem mais... em mim!
(Sérgio Ferreira da Silva)
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Insônia (2)
Então, lá vai, com a "permissa venia" do Véio mais jovem que eu conheço.
A noite me entristece as emoções ...
Mas, em revolta, expulso os pensamentos,
Não vou chorar as flores não colhidas.
_____________Cacildis!!!!!________________

Bandeirantes realizou um concurso, em 1994, cujo tema foi "Palhaço". Naquele ano, o Brasil perdia um de seus maiores comediantes, O Mussum.
Antonio de Oliveira, meu "padrinho" na trova, sensibilizado com a perda, homenageou o grande artista com uma trova que foi vencedora naquele certame. Quem foi criança nos anos 70 tem o "mussa" no coração, como eu! A bela trova:
segue feliz para o além,
que entre os Anjos, lá no espaço,
há criancinhas também!
(Antonio de Oliveira)
terça-feira, 28 de julho de 2009
USP - 75 ANOS
segunda-feira, 27 de julho de 2009
O beijo
Insônia

A madrugada deita-se comigo,
para mudar, de vez, a minha vida:
viro de lado e finjo que não ligo;
mas, ela insiste e beija-me - atrevida...
tento desvencilhar-me - e não consigo ! -
dos seus carinhos - busco uma saída ! -
e quando o sono nega o seu abrigo,
eu vejo, enfim, que a luta foi perdida.
Agora, insone, - o amor é o que me resta !
meu coração, vencido, não contesta
pois quer provar seus beijos - novamente !
Mas, tão intenso - e doce ! - é o seu calor,
que eu, de vencido, passo a vencedor
e durmo, nos seus braços,... - lentamente.
(Sérgio Ferreira da Silva)
domingo, 26 de julho de 2009
Livro do Desassossego

Uma das leituras - quantas e boas! - que fiz no primeiro semestre de 2009 (quase um exílio) foi de boa parte do Livro do Desassossego (Companhia das Letras), uma coletânea de prosa esparsa do Fernando Pessoa, recolhida de um baú de coisas encontrado depois de seu falecimento. O nome da obra não poderia ser melhor, são reflexões profundas do mestre, em pessoa (mania de trocadilhar - nem sei se o verbo existe!)! Abaixo, transcrevo o fragmento 212, curtíssimo e próprio a um blog que se dispõe, entre outras coisas, a pensar a poesia. Nele, também, toda a gênese da heteronímia...
Trovas de Guardanapo
Pois foi em Friburgo que minha filha, a Laura, teve uma idéia interessante, porque não fazer um livro de guardanapos. A idéia "pegou" e, em poucos minutos, grandes trovadores do Brasil inteiro estavam escrevendo sua trova preferida para ilustrar a primeira coletânea de trovas de guardanapo do Brasil.
Os guardanapos foram reunidos e lidos ali mesmo, no dia 16 de Maio de 2009. Digitalizei os guardanapos e o José Ouverney está revisando, para uma versão eletrônica. Aguardem!
Por enquanto, fiquem com a trova do Magnífico Trovador Arlindo Tadeu Hagen, um refinado aperitivo, antes do "jantar poético" que se aproxima!
não insistas neste adeus.
se não for por meu amor,
fica, pelo amor de Deus!
(Arlindo Tadeu Hagen)
sábado, 25 de julho de 2009
Meus caros amigos!
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Depois de um longo e tenebroso inverno (não sei quem cunhou essa frase, mas ela é essencial, nesse momento), estou de volta! Fiz o login. Percebi algumas mudanças no blogspot. A que mais me chamou a atenção diz respeito à figura do seguidor (follower, como dizem lá). Agora é possível saber quais são as pessoas que recebem informações sobre as atualizações que são feitas no blog. Descobri que tenho 2 followers: Pedro Mello e José Feldman! Thank you fellows (quase um anagrama!). Dedico a vocês o que pretendo escrever daqui pra frente, porque vocês souberam aguardar (rsrsrs). Agradeço de coração. Mas sei, também, daqueles que apesar de não se cadastrarem, me incentivaram a voltar. Porém, foi um longo e tenebroso inverno, mesmo! Pensei muito, não tinha vontade de escrever... Mas li muito, mais até do que as leituras obrigatórias da faculdade, que também retomarei no segundo semestre, sem pressa de terminar: o bom de retomar os estudos, depois de anos, é saber aproveitar melhor o "ouro" diário do aprendizado. Estou postando agora, para tirar a ferrugem - afinal, desde 11 de Janeiro não atualizo esta página! - e escolhi a imagem da capa do disco (vinil) do Chico Buarque de Hollanda, que é título desta postagem. Explico: tenho fascínio por ele (o disco) e admiração por ele (o chico). Tudo porque, quando eu tinha uns 11 anos, fiquei uns dias na casa de uma tia (já falecida, tia Bil - qualquer dia eu falo sobre o apelido, dado a todos os nordestinos que se chamam Severino ou Severina - tenho mais dois tios e uma tia com esse apelido) e minha prima, a Cristina, com 20 e poucos anos, pôs esse disco para que eu ouvisse. Dentro havia um encarte, com as letras. A Cristina, muito esperta, sabia que eu ia me interessar! Na época eu não tinha consciência política, tendência poética, nem nada digno de nota, pelo menos não me recordo, nessa época, se não me engano, eu só me preocupava em conseguir dar um primeiro beijo em alguma menina. Talvez minha prima tivesse percebido alguma tendência literária em mim... sei lá! Mas devo a ela o despertar de uma consciência diferente, de um novo olhar sobre as letras das músicas. Nunca havia refletido sobre isso, e agora, escrevendo, lembro até da vitrola... Desculpem, meus amigos, se não lhes fiz umas visitas, no decorrer desse ano, mas podem "botar água no feijão!" "Eu tô voltando!"
domingo, 11 de janeiro de 2009
Falando de Trova
e por seu filho José Ouverney Júnior (já é um benemérito da trova!), que você vê na foto abaixo:
Acesse o link em www.falandodetrova.com.br, que vai aparecer a tela abaixo:
O espaço que o Ouverney está garantindo ao movimento trovadoresco é muito importante. O trabalho que o Pedro de Mello está fazendo no site, por exemplo, é sensacional. Até hoje não havia um olhar mais acadêmico sobre a trova, além de alguns poucos livros e textos de gaveta, pelo menos com a divulgação e o alcance garantidos pelo José! A coluna do Pedrinho é opinativa, polêmica e muito bem fundamentada! Parabéns aos dois!
E "vamo" tocando em frente! De público, José Ouverney: MUITO OBRIGADO!
Abração!












