domingo, 19 de agosto de 2007

Mas!

Mas!

Mas, de súbito, parei...
As reticências... arredias... não...
“Não!” – pareciam dizer...
Mas não diziam... –

“Não pare!” – insistiam (reticentes) –
Seja aquilo que quiser, mas seja!”
Não era... Não queria... Não podia...
Não sou... Não quero... Não posso...

O futuro... ah, o futuro...
...que saudade do futuro...
O futuro era tudo o que eu era, queria e podia...
Agora, o futuro já passou...
e eu não sou,
não quero,
e não posso...

Resta-me esperar pelo presente


Sérgio Ferreira da Silva

Selma Patti Spinelli


Na contracapa do livro "Nas malhas da trova", Cláudio de Cápua escreveu: "Sanitarista, professora de medicina, cientista social, doutora pela USP e sindicalista, eis as habilidades dessa mulher...". Eu diria mais: Inteligente, amiga, sensível, ponderada, firme... Admirável!



Uma trova do livro:



Tu lês os versos que eu faço,
e nem sequer adivinhas...
o segredo que eu te passo,
no espaço das entrelinhas...

Zeca Pagodinho


Para o livro "Celebridades" ed. 2006, o Sérgio Madureira me pediu que fizesse uma trova para o Zeca... Optei por uma "inversão", a partir de um grande sucesso do menino.
A trova:
Pediu cerveja gelada...
sentou-se à mesa do bar...
e disse, a Vida, animada:
“Deixa o Zeca me levar!”

J.B.Xavier


O Xavier é uma daquelas pessoas que impressionam no primeiro contato. Difícil não experimentar uma empatia imediata. Poeta, Músico, Contista, Romancista... Antes de fazer trovas, fez troféus para alguns concursos da UBT São Paulo. Tem uma empresa de premiações diferenciadas, a Multipremium (vale uma visita virtual!). Esse livro de contos motivacionais "Caminhos" é um achado. Fernanda Guimarães (guarde esse nome!) bem assegura na contracapa desse livro: "...é uma oportunidade rara, sem dúvida, e absolutamente prazerosa, de nos mostrar que a cada dia é possível termos um olhar diferente, capaz de aperfeiçoar o cenário onde a vida acontece." O Xavier escreve com freqüência no site Recanto das Letras (não deixe de ver!). Tem um link ao lado.

Elton Carvalho


Conhecido como "o trovador da sogra", por ser de sua autoria a trova mais repetida de todos os tempos, dedicada à mãe de toda e qualquer esposa, qual seja:


Minha sogra não reclama

do bom trato que lhe dou.

Até de "filho" me chama

- Só não diz que filho eu sou.


Maria Nascimento Santos Carvalho, que foi sua esposa, garante que Elton, em cada palavra e em cada gesto, dedicava um carinho e um respeito enormes à sua sogra, como o fazia em relação às mulheres, sem exceção.


De Elton, minha trova preferida é lírica, com a qual fecho a homenagem...


Pode chover muitas horas,

eu não temo os temporais!

Duas gotas, quando choras,

me preocupam muito mais...

Edmar Japiassu Maia


Edmar Japiassu Maia é, sem sombra de dúvida, um dos maiores trovadores brasileiros. Personalidade cativante, humorista dos melhores, foi goleiro do Flamengo, reside no Bairro do Estácio, no Rio de Janeiro. Esse livro, "Sóis e Orvalhos" é um dos que tenho sempre à mão e onde se podem encontrar sonetos líricos, filosóficos e humorísticos, poesias livres e clássicas. Meu soneto predileto é SONETO PARA UM PAI AMIGO (vou publicá-lo futuramente!).


por agora, trova vencedora do Concurso exclusivo para magníficos trovadores, em Nova Friburgo:


Nas asas de um desvario,

tentando um sonho alcançar,

eu despenquei no vazio,

mas... aprendi a voar!

Izo Goldman


Aprendi a admirar esse trovador anos antes de conhecê-lo, quando lia os livretos que o Antônio de Oliveira me emprestava. Suas trovas fogem aos lugares-comuns e convidam o leitor a refletir com profundidade sobre os temas que propõem. O Título do livro é o resumo perfeito para uma vida dedicada à trova e à União Brasileira de Trovadores


O Izo, para mim, é sinônimo de trova. Um abraço, Mestre!
Do livro:
Para mantê-los me empenho
por que penso sempre assim:
- Tendo os amigos que tenho,
eu nem preciso de mim!

sábado, 18 de agosto de 2007

Convite


Esse foi o convite de aniversário de 11 anos da Laura.

O desenho é da Leila (lápis sobre papel - 21 x 15 cm)

Trova Postal


A "Trova Postal" rodou o Brasil pelas mãos dos trovadores e de alguns amigos.

Cartões Postais


Em 2005, imprimi uma série de cartões postais (trovas em sua grande maioria) com arte final da Leila. Esse era um dos que fugiram à regra, chamado
"Pregando no Deserto".
Clique na imagem para melhor visualização!

............Palavras Cruzadas............


sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Trovas em Outdoors - Poesia pela cidade!


No final de 2004, Zaé Júnior, um dos pioneiros da televisão brasileira, lançou um livro chamado "Pássaro Aprendiz", com 1001 trovas de sua autoria. Zaé, além de homem de TV e Cinema, trabalhou em criação, em importantes agências paulistas. Seus amigos publicitários lhe ofereceram o espaço ocioso dos Outdoors que, na época, não eram proibidos na cidade. Resultado: 200 Cartazes gigantes com 1001 trovas de seu livro espalhadas pela cidade. Pouco foi noticiado, apesar de nosso esforço. O plano era publicarmos, em Janeiro de 2005, 10 trovas alusivas aos 450 anos de São Paulo, mas não houve a sobra de espaço publicitário. Fizemos um sarau em um clube particular no Morumbi.

O maluco embaixo do outdoor sou eu! e a trova é assim:

Tu sorris... e, em ânsia louca,

ao beijar-te, sem aviso,

mais que beijar tua boca,

quero beijar teu sorriso!

Zaé Júnior


ENTREPOEMA




Helena Ranaldi


Na Globo, ou na Grécia Antiga,
se repete a mesma cena:
os galãs comprando briga,
pela beleza... de Helena!
Sérgio Ferreira da Silva

Camila Pitanga





Não te zangues, pitangueira!
Não ficam bem tuas zangas!
CAMILA é, sempre, a primeira
e a mais doce... das pitangas!
Sérgio Ferreira da Silva

..........Celebridades..........



Em 2004, na cidade de Nova Friburgo, conheci um camarada chamado Sérgio Madureira, produtor da Rede Globo, que fez novelas como "O Clone" e "América". Ele criou um movimento chamado "Ame Nova Friburgo", para valorizar a cidade e divulgar suas belezas naturais e qualidades. Pois bem, como ele é amigo pessoal de vários atores do "casting" da emissora e de outras celebridades (cantores, jogadores, músicos, etc.), teve a idéia de vestí-los com a camisa do movimento, fotografá-los e fazer um livro com textos sobre a cidade (história, depoimentos, pontos turísticos). Em cada foto, um autógrafo da celebridade escolhida. Não satisfeito, após conhecer os trovadores locais (entre os mais destacados no cenário nacional), propôs que eles fizessem trovas alusivas a cada um dos fotografados... e me convidou para participar. Sob a coordenação da Elisabeth Souza Cruz, de Nova Friburgo, diversos trovadores participaram, compondo as trovas que ilustraram as fotos. Hoje já são duas edições esgotadas (2005 e 2006) e o Livro correu o mundo (Europa, América, África), com a renda sendo revertida para projetos sociais (reconstrução da APAE da cidade, por exemplo). Foi uma honra participar, com algumas das quase 200 trovas compostas. Entre elas as de Camila Pitanga e Helena Ranaldi...

.....Drummond.....




E agora, Drummond,

a pena cessou,
o verso calou,
a guerra acabou...
e recomeçou,
de novo acabou
e recomeçou,
uma outra chegou,
e o mundo aceitou!

Você foi embora,
Drummond, volte agora,
que a paz não demora
e, aos poucos, lá fora,
ressurge uma aurora,
na ponta da espora,
que avisa, sonora:


Drummond!!! É agora!!!


Sérgio Ferreira da Silva
Esse poema foi criado como exercício imitativo proposto pelo escritor Ricardo Lísias, na Escola Livre de Literatura, de Santo André/SP. Adotei a métrica e as rimas do poema "José", sem a extensão daquele. Virou uma homenagem. Viva Drummond!

A musa

Já escrevi muitas coisas inspirado e motivado por essa mulher (esse blog, por exemplo!). O nome Leila significa, em resumo, "noite".
Em tua grandeza infinda,
entre estrelas erradias,
tu és a Noite mais linda,
que enche de luz os meus dias!
Sérgio Ferreira da Silva

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

..........Trovadores do Campo..........

Os "Trovadores do Campo" são esses dois sujeitos aí do lado: Campos Sales e Pedro Ornellas. No final de Maio de 2007, gravamos uma participação no programa "No alto da Serra", do Elói Carlone, da Estância Alto da Serra, que foi transmitido e reprisado pela SKY Internacional, no canal Terra Viva. Passou em toda a América Latina e até nos States! Eles cantaram músicas de seu CD e falamos de trovas e trovadores. A participação, a princípio, seria de 30 minutos, mas fizemos um programa de 1 hora... Esse dois têm cada trova! vou mostrar uma de cada, por enquanto:

Do Campos:

Foi juntando os pedacinhos
de cada sonho desfeito,
que as mágoas fizeram ninhos
na varanda do meu peito!

Do Pedro:

Se o erro ficou distante,
seja pleno o teu perdão:
não se cobra ao diamante
seu passado de carvão!

Os dois são consagrados trovadores e detêm o título de Magníficos Trovadores, concedido pela cidade de Nova Friburgo/RJ.



ÃO ÃO ÃO ÃO

Vão meus sonhos, num batel,
buscar certezas... Em vão:
os meus barcos de papel
são, apenas, o que são!
...
(Sérgio Ferreira da Silva)
...

Dizem que não é muito bão fazer rimas em ão...
Então, de posse dessa questão (e tendo outra opinião),
decidi provar... que não!

.................Uma trova especial................

“Sempre tua...” e, em meus palpites,
eu suponho, um tanto louco,
que, em meu amor sem limites,
“Para sempre...” é muito pouco!
Sérgio Ferreira da Silva
.............
Fiz essa trova para o concurso nacional de Guaxupé/MG. O tema proposto pelo organizador (Antonio Claret Marques) era "sempre" e eu pensei, num primeiro momento, em falar daquelas cartas românticas em que os signatários terminam com "...da sempre tua...", ou "...do sempre teu...". A trova tomou outra dimensão quando incluí a resposta do destinatário. Passados alguns anos, um jornal, em Santo André, promoveu um concurso de frases em que os leitores deveriam completar a frase "Meu amor é...". Mandei: tão louco que, mesmo sendo para sempre, isso ainda é muito pouco!" Batata!

quarta-feira, 15 de agosto de 2007





.







Notou o ponto?







É o título!







Sérgio Ferreira da Silva

TO CONJUGATE



Eu deleto
Tu restartas
Ele scanneia
Nós downloadeamos
Vós backupiais

Ele$... lucram!


Sérgio Ferreira da Silva

Uma trova ecológica de Antônio de Oliveira

Queimado, o arbusto parece
ter, nos galhos, a expressão
de mãos, que postas em prece,
rogaram clemência... em vão!

(Antônio de Oliveira)


*** O Zé (apelido pelo qual nós dois nos chamamos) é um amigo de longa data (1979). Foi por culpa dele que comecei a fazer trovas e não parei até hoje. Tem trovas magníficas, que postarei aqui. Essa trova dele ganhou um concurso nacional (intersedes), cujo resultado aponta apenas 1 vencedor por edição (é um dos mais cobiçados do Brasil). O tema proposto foi PRECE. Espero que o Greenpeace a descubra algum dia!

Heliotropia


Nascido em meio às flores do jardim,
aquele girassol já foi feliz:
na casa ao lado, o aroma de jasmim
e, à sua frente, a torre da Matriz...


A luz do sol (nascendo) era um cetim,
trazendo brilho e força ao seu matiz...
No pôr-do-sol, banhava-se, por fim,
de um só vigor, das folhas à raiz.


Mas, hoje, no lugar das alvoradas,
há prédios, com piscinas e sacadas,
erguidos nos jardins de outros quintais...


E, agora, quando surge, ao meio-dia,
o sol esparge a luz da nostalgia,
embora o girassol não gire mais...

Sérgio Ferreira da Silva
*** A imagem é de um dos quadros da série de girassóis pintadas pelo mestre Van Gogh (no caso, um dos três quadros com 15 flores)
Heliotropia é a qualidade que algumas plantas têm de acompanhar o aparente movimento do Sol na abóbada celeste - Gosto muito desse soneto - as rimas em "a" e "i" somente.

CHEGA!!!



Nunca mais farei poemas...
nem de amor,
nem de saudade...

E, ao olhar o pôr-do-sol
com olhos de escriturário,
vou arquivar o arrebol
n’alguma pasta suspensa...

E por falar em suspender,
eu nunca mais vou perder
noites de sono, em vigília

tentando achar algo novo;
escrevendo e riscando;
escrevendo e riscando;
escrevendo... e...
isso... isso mesmo! Ficou bom!

CHEGA!!!

Agora, eu vou dormir...
Boa noite!

Sérgio Ferreira da Silva

UMA BARAFUNDA NA BARRAFUNDA*


Um “portuga” amigo meu,
chamado José Maria,
contou-me o que aconteceu
com ele, num certo dia:

Encontrou o amigo antigo,
em qual ano, não me lembro...
mas, a data, eu já lhe digo:
vinte e quatro de dezembro !

Daí, p’ro convite, um passo:
“-Vou dar uma festa em casa...
(e o José caiu no laço !)
...no Natal a gente arrasa !”

Sem desconfiar da prosa,
foi preso na trama imunda...
seguiram, num fusca rosa,
p’ros baixos da Barrafunda.

Chegando, então, no destino,
olha o que o amigo lhe fez:
sapecou, num desatino,
um beijo no português !

José Maria, de susto,
jogou-se todo p’rá trás
e caiu sentado, justo,
no colo de outro rapaz !

Um corre-corre sem nexo,
gritaria e confusão:
José correndo do sexo,
que vinha na contramão...

Mas, um vizinho escaldado,
por maldade, ou por malícia
(que é primo de um delegado),
ligou, logo, p’rá polícia...

Levado à delegacia,
pelado, em pleno Natal,
quase teve, o Zé Maria,
um piripaque fatal !

O Delegado, entretanto,
percebeu, no tom do fado,
que o Zé Maria era um Santo
e o amigo, um transviado.

Resolveu por panos quentes
dando, assim, o veredicto:
fica tudo no entrementes,
o dito, pelo não dito !

Mas o “portuga", hoje em dia,
anda só de Marcha-ré:
“-Não sou mais José Maria,
sou a... Maria José! "

Sérgio Ferreira da Silva
*Premiado no I Concurso Carlos Drummond de Andrade de Gêneros Literários – Categoria Poema

BRANCO, VERMELHO e PRETO

Amanheceu... A luz se faz presente
e as cores todas, num balé de sonho,
querem tingir a tela da esperança,
que espera nua e pura o seu futuro.

A tarde chega e pulsa provocante,
impulsionando a vida ao seu destino...
Exuberante e plena de alegria,
na vibração eterna do Universo!

E quando a noite vem cobrar seu preço,
e as cores todas vão buscar estrelas,
o sonho dorme ao lado da esperança
que o acalanta,...
até o Amanhecer.

Sérgio Ferreira da Silva

*****Há um dado interessante nesse poema: A Leila organizou uma Instalação Artística com seus alunos (EE Julieta FArão) cujo tema era "A linguagem das cores", em que os alunos prepararam três ambientes com as cores. O poema foi exposto no corredor de entrada.

NOSTALGIA VERSUS MODERNIDADE



 
Uma raposa andava, distraída,
num Shopping Center, quando, de repente,
pôde avistar, bem próxima à saída,
uma galinha, gorda e sorridente.

(Falava, ao celular, descontraída...)
Eis que a raposa - muito humildemente -,
aproximou-se e disse: “- Olá, querida!
É muito bom revê-la, assim, contente!...”

Com crueldade, então, Dona Galinha
quis esnobar a pobre raposinha:
“Fiz faculdade e muita economia!”

Ferida em seu orgulho (e esfomeada!),
Dona raposa, em uma só dentada,
deu, ao moderno, um ar de nostalgia...


Sérgio Ferreira da Silva

***** Esse soneto foi inspirado nas "Fábulas Fabulosas", do Millor. Mandei para ele por e-mail e, surpreendentemente, ele respondeu! Disse que gostou e coisa e tal... (um instante memorável: a atenção do ídolo - Freud deve explicar!)
 
 


Sobre manias e coleções

Eu não coleciono nada. Quando eu era garoto, até, mais ou menos, meus treze, catorze anos, acreditava ser um colecionador de gibis: angariei algumas centenas de exemplares, alguns raros (pouquíssimos), mas não os mantinha comigo, trocava, comprava, presenteava... Na verdade, meu prazer maior era a leitura, e eu não mantive a predileção pelas Histórias em Quadrinhos, que foi, aos poucos, substituída pela leitura de clássicos infanto-juvenis (O Escaravelho do Diabo, por exemplo), por versões romanceadas dos clássicos gregos (Ilíada e Odisséia), e pela fascinante ficção científica (Isac Asimov, Ray Bradbury, etc.). Na época do colégio, virei um rato de biblioteca e li (e adorei) Machado de Assis, José de Alencar, Ignácio de Loyola Brandão, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Millôr, Leon Eliachar, Stanislaw Ponte Preta, ou seja, tudo o que havia para ler, e que o meu tempo integral permitia. Cursei Direito e, então, descobri outras áreas: Sociologia Jurídica, Filosofia do Direito, Medicina Legal, Direito Penal, Civil, Trabalhista, Constitucional,...
Com a Faculdade de Direito, duas coisas que eram apenas um passatempo, ler e escrever (escrevia, e guardava na gaveta, poemas, sátiras e pensamentos), tornaram-se um exercício diário, uma forma de sobrevivência. Para relaxar de tanta leitura técnica, li bastante poesia (João Cabral de Melo Neto, Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes, e muita gente boa...). O tempo foi passando, passando... Já fui advogado e, agora, sou servidor público (na área jurídica). Continuo lendo e escrevendo, muito e diariamente. Escrevo poesia e prosa, com mais seriedade (tenho alguns poemas e contos publicados em coletâneas e na internet). E estou cursando Letras (calouro 2006).
Como eu disse no início, eu não coleciono nada, mas depois de 45 anos sobre a superfície desse nosso planeta, 38 deles como leitor e arriscando escrever algumas linhas, posso dizer que, pelo menos, tenho duas manias: ler e escrever.
Ou será que eu coleciono palavras?