sábado, 12 de junho de 2010

Back to the past

Christopher Lloyd na famosa cena do relógio, em Back to The Future
Back to the past!

Quando, por fim, for o fim
e o silêncio gritar por mim,
irei voltar, sem pressa, ao que fui...

Irei, com vagar, feliz e seletivamente,
buscar lugares amenos.

Parnasianamente!

Meus olhos não serão românticos:
manterei uma distância segura,
para que eu não me veja
e não cause um abalo no espaço-tempo-contínuo,
como temia o Doutor Emmett Brown!

Não sou Marty Mcfly!

Meu eu-lírico, agora, escrevendo Back to the past!,
quer apenas resentir...
com um “s” só
mas se ressente, porque o sentimento não volta!

O que volta é vago e descontínuo.
Não há tempo, nem espaço e tudo é diferente.

Voltar é perder tempo: melhor é segurar outra vez a tua mão,
sentir o que houver para sentir, segurando tua mão,
olhando nos teus olhos
e, se pintar um clima,

beijar-te

e elogiar teu novo corte de cabelo!

Parar de pensar no fim...
Apenas um beijo,

agora!

Sérgio Ferreira da Silva

6 comentários:

Anônimo disse...

Oi, Sérgio san!

Parabéns! Mais uma vez, conquistando esta leitora!

Um abraço

Lúcia

Sérgio Ferreira da Silva - Sergílio da Uspecéia - Sergio Ferreira - Serginho Ferreira - Serjón e de alguns outros nomes... disse...

Obrigado, Lúcia! A casa é sua!

Renato Lacerda disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Renato Lacerda disse...

A vida sempre a nos empurrar pra fora do passado, levando-nos para a frente... E nunca chegamos ao futuro! Estamos presos ao presente, mas o presente nos escapa em direção ao passado. Parece que caminhamos contra o tempo: nós corremos pra frente, e o tempo, para trás. O que é o tempo senão nós mesmos?

Sérgio Ferreira da Silva - Sergílio da Uspecéia - Sergio Ferreira - Serginho Ferreira - Serjón e de alguns outros nomes... disse...

Meu amigo! Você está metafísico hoje!
hehehe! Obrigado pelas reflexões.

Anônimo disse...

Olá Sérgio,
Que a inspiração continue a buscar o aconchego das tuas mãos!
Tuas letras sempre farão parte dos meus bons momentos de leitura!
Um abraço,
Fernanda Guimarães