domingo, 26 de agosto de 2007

Ardendo em Febre



Ardendo em febre, acordo e te procuro
mas, ao meu lado, o leito está vazio...
Tateio, em vão, por todo o quarto escuro
e teu perfume eu sinto, em desvario!


Da tua ausência, então, eu me asseguro
dizendo à Solidão, num desafio:
“Se tens, em tuas mãos, o meu futuro,
da Vida e do Destino eu renuncio!”


Pois, se é a Saudade a causa deste ardor,
eu sou Poeta... e, a par do dissabor,
ao comandar os Versos, eu ordeno:


“Desperta, Amor, que é hora de lutar...
e, se o Universo inteiro te enfrentar,
basta mostrar-lhe o quanto ele é pequeno!”
(Sérgio Ferreira da Silva)

2 comentários:

Anônimo disse...

Bocage que se cuide....!!!!!

Maria Cristina Rapado disse...

Belíssimo, Sérgio!!
PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!